Saturday, June 30, 2007

Matéria da Veja apressa o fim da Era Roriz no Distrito Federal

A matéria da edição da Veja que começou a circular hoje, com data de 4/7/07, entrerra o senador Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal, mais rapidamente do que o presidente do Senado Renan Calheiros, em primeiro lugar na lista de pedidos de investigação em tramitação no conselho de ética.

O novo presidente do conselho de ética do Senado está sendo escolhido neste fim de semana, já que Leomar Quintalinha está mais manchado no noticiário do que puleiro de galinha, como se diz em Goiás, de onde ele foi pro Tocantins. 

 Leia a íntegra da matéria da Veja sobre o coronel do centro-oeste, Joaquim Roriz: 

O dinheiro era para subornar

Joaquim Roriz usou dinheiro de Nenê Constantino para pagar propina a juízes

Por Diego Escosteguy:

O senador Joaquim Roriz, flagrado em uma conversa telefônica combinando a partilha de 2,2 milhões de reais, finalmente subiu à tribuna para explicar-se na semana passada. Com um discurso pronunciado à semelhança de Odorico Paraguaçu, o inesquecível personagem de folhetim que encarnava o aspecto folclórico da política, Joaquim Roriz repetiu o que dissera antes – só que, da tribuna, adicionou algumas lágrimas e muita retórica. “Quem em sua vida nunca pediu um empréstimo a um amigo?”, disse. “Será que um senador não poderia pedir um empréstimo a um amigo de longa data?”, repetiu. “Imaginem se pedir dinheiro emprestado é falta de decoro. Meu Deus! A que ponto chegamos?” No discurso, Roriz disse que pediu 300.000 reais ao seu amigo e empresário Nenê Constantino, dono da Gol Linhas Aéreas, para pagar uma bezerra. Constantino entregou um cheque de 2,2 milhões, Roriz sacou o dinheiro, reteve 300.000 reais e devolveu o restante, 1,9 milhão, ao empresário. A novidade é que, se parte do dinheiro foi mesmo usada para pagar uma bezerra, outra parte teve destino explosivo – serviu para subornar juízes do Tribunal Regional Eleitoral que livraram Roriz de cassação em 2006.

Na semana passada, VEJA conversou com um político que priva da intimidade do senador e que ouviu a confissão do pagamento da propina do próprio senador – e não de terceiros. Ele conta que, no começo de fevereiro passado, Joaquim Roriz recebeu seu suplente, o ex-deputado distrital Gim Argello, em sua casa. Conversaram sobre os boatos de que a decisão pró-Roriz do TRE teria sido comprada. A certa altura, travou-se o seguinte diálogo:

Argello – O Agnelo (refere-se a Agnelo Queiroz, ex-ministro e candidato derrotado ao Senado) me disse que a decisão foi comprada. É isso mesmo?

Roriz – É isso mesmo. Achei que o processo não ia dar em nada, mas tivemos de resolver. Tivemos de comprar dois.

Conforme o relato do político que detalhou o assunto a VEJA sob a condição de manter-se anônimo, “comprar dois” significa subornar dois juízes do TRE. Na mesma conversa, Roriz lembrou ao interlocutor que o mandato de senador também lhe pertencia. “O mandato também é seu, você precisa me ajudar”, apelou. “Tem de levantar 1,2 milhão”, detalhou. Roriz não explicou se 1,2 milhão de reais era o valor total da propina dos dois juízes ou se era a parte que faltava pagar. A solução não demorou a surgir. No dia 13 de março, conforme aparece no diálogo telefônico capturado pela polícia, Roriz descontou o cheque de 2,2 milhões de Nenê Constantino e, sabe-se agora, repassou pelo menos 1,2 milhão aos juízes subornados. Isso explica por que, na conversa grampeada, Roriz se recusa a receber o dinheiro em sua própria casa, num carro-forte, e explica que a partilha dos recursos envolve outras pessoas. “O dinheiro é de muita gente”, diz ele.

O caso que livrou Roriz da cassação foi julgado em 23 de outubro, mas começou no dia 19 de setembro, quando o Ministério Público o acusou de uso político da máquina pública do governo do Distrito Federal. Na época, Roriz deixara o cargo de governador para concorrer ao Senado, e a estatal de abastecimento de água, a Caesb, mudara em propagandas seu número de atendimento telefônico de 115 para 151 – número de Roriz nas urnas. O placar do julgamento no TRE estava em 3 a 2 contra Roriz. Um juiz pediu vistas e, dias depois, quando a sessão foi retomada, votou a favor de Roriz, cravando um empate em 3 a 3. Antes que o presidente do tribunal desse seu voto de Minerva, um dos juízes que votaram contra Roriz subitamente mudou de idéia. Com isso, Roriz livrou-se da cassação por 4 a 2. A virada no placar teria custado pelo menos 1,2 milhão de reais. Procurado por VEJA, o suplente Gim Argello confirmou o encontro com Roriz, mas disse que não faria comentários a respeito de pagamento de propina.

Na versão oficial de Roriz, a sobra de 1,9 milhão não virou propina para ninguém. Foi devolvida ao empresário Nenê Constantino. VEJA perguntou ao empresário o que ele fez com o 1,9 milhão de reais, mas o empresário não respondeu. Roriz, por sua vez, alega que os 300 000 reais foram usados para pagar uma bezerra, de 271 000 reais, e a sobra de 29 000 reais foi emprestada a Benjamin Roriz, seu primo, que estava com problemas de saúde na família. O problema de Roriz é que a nota fiscal que supostamente comprova o pagamento de 271.000 pela bezerra está crivada de mistérios. A nota foi emitida no dia 1º de março, o bicho foi entregue no dia 3 e o pagamento foi feito apenas no dia 14. Por que alguém entrega a mercadoria e a nota antes de receber o dinheiro? Além disso, a nota informa a venda de “04″ animais, mas na versão de Roriz foi apenas uma bezerra.

Mais: na nota consta o pagamento de 532.000 reais, mas Roriz diz que obteve um desconto de 50%. O vendedor confirma. “Ele chorou muito e eu dei o desconto de 50%”, diz o pecuarista Márcio Serva. Mas fica a pergunta: por que o vendedor faz uma nota com um valor superior ao real? Para pagar mais imposto? Márcio Serva não soube explicar. Por fim, a nota fiscal distribuída à imprensa vem com um cabeçalho de fax em que se lê a data de 30 de maio de 2005. Com base nessas informações, deduz-se que nessa data a nota foi enviada da empresa de Roriz para algum outro lugar – o que sugere que a nota, apresentada como sendo de agora, é muito mais antiga. Isso é fraude. Os assessores de Roriz dizem que o fax estava com defeito e informava data e hora incorretas. Apesar do acúmulo de inconsistências a respeito da nota fiscal, ainda assim não há evidência concreta de que o negócio de 271.000 reais não tenha sido feito. O que parece certo é que a parte do leão do dinheiro, o 1,9 milhão de reais restantes, não foi para as mãos do empresário Nenê Constantino, mas acabou azeitando o propinoduto de Roriz. Haverá mais lágrimas e mais retórica.

(Reportagem transcrita da VEJA, edição de 4/7/2007)

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Friday, June 29, 2007

Mão Branca diz que tirou a assinatura da CPI a pedido do líder do PV

Mão Branca tem direito de retirar assinatura e seguir orientação do líder

Edigar Mão Branca é um suejtito sério que toca sanfona, compõe, canta e é conhecido nacionalmente como um dos grandes forrozeiros do sertão da Bahia, na linha dos seguidores de Luiz Gonzaga.

Na quarta-feira Edigar subiu à tribuna, indignado, para explicar porque retirou a assinatura do pedido da CPI da Navalha - e deixou claro que o fez por ter sido convencido, na base mesmo de idéias, que era o caso de ajudar a manter o foco do plenário na votação da reforma política e portanto a CPI so interessava ao DEM para aparecer, uma vez que a policia já está fazendo sua parte.

Na na base aliada do Governo, o PV tem sido coerente, pelo menos.

Para variar, primeiro de tudo reclama da imprensa:

- O nome da gente sái desmoralizado na imprensa, sem eles nem ao menos ligar para saber dos motivos de quem coloca ou retira o nome de um pedido de cpi?

É, a imprensa é assim mesmo e muito mais. Obrigação de deputado é aprender a lidar com a realidade em sua volta. E internamente, forçar para todos estarem antenadas entre si o tempo todo.

PS - Seu show lançando o CD  “Forró Federal”  é dos mais vistos: http://youtube.com/joaoarnolfo

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Thursday, June 28, 2007

Prevendo cassação, Roriz deverá ser mais esperto do que Renan e renunciar antes da abertura do processo

Se não renunciar ao mandato de senador da República, Joaquim Roriz corre o risco de nunca mais voltar à política - pois está praticamente certo que na terça ou quarta será aberto o processo no Conselho de Ética, como pedem requerimento do PSoL e mobilização de rua multipartidária no fim de semana.

Se bobear, achar que não será aberto processo por decoro parlamentar, dança. Mesmo porque até o corregedor, delegado-senador Romeu Tuma já disse que há sim quebra de decoro na conversa gravada pela polícia (de Brasilia) e confirmada por nota à imprensa sobre a tal bezerra de ouro.

O processo so perde razão de ser, após aberto, se o réu renunciar. Mesmo assim os autos devem ser remetidos ao Ministério Público e à polícia, se for o caso.

Como em Brasilia Roriz era o líder de uma extensa máfia, que envolve deputados como Pedro Passos, empresário do ramo da grilagem de terras públicas, que começou na vida pública com o escândalo de uma  gravação telefônica, sobre rolo de terra no Lago Sul.

Ouça trechos da fita, na barra lateral à sua direita. 

Quase fez Roriz perder eleição em 2002 (ganhou no tapetinho com apenas 1% dos votos de diferença, vê se pode) mas se elegeu o último deputado.

Mês passado estreou na carceragem da Polícia Federal, agora por rolo com emendas superfaturadas para a Gautama.

Com esse tipo de amizade, fica difícil imaginar o coronel do cerrado sendo salvo por algum amigo milagreiro nesta altura da vida de choradeira e boi de milhão.

 http://www.blogdojoao.com !  http://joaoarnolfo.blog.com ! http://www.viaecologica.comhttp://religiao.blog.com

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Deputados enterram lista fechada e podem paralisar a reforma política

Ronaldo Caiado apela às mulheres para obter os 19 votos que ficaram faltando, para aprovar sua proposta de reforma eleitoral.

Só que a lista, primeiro item e centro de sua proposta, foi derrotada pelo baixo clero com a direita, na base de 240 votos a 203.

Mas pela conta dele foram 19 e está denunciando tudo que ai está para convencer 19 parlamentares a mudar de opinião e aprovar a lista fechada.

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Wednesday, June 27, 2007

Roriz quebrou o decoro parlamentar e será levado ao Conselho de Ética

A suspeita de corrupção contra o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que insiste em não renunciar, pode ser ofuscada pelo tamanho do escândalo que está pronto para ser servido na mídia: o caso do senador Joaquim Roriz, ex-governador do DF por três mandatos não consecutivos.

Como ex-delegado da Policia Federal, o senador Romeu Tuma (Dem-SP) foi claríssimo hoje:

-O caso dele (Roriz) é seim de quebra do decoro parlamentar, não há dúvida - disse Tuma.

Nunca se viu na história um diálogo tão claramente auto incriminatório como aqueles que as emissoras estão mostrando entre já senador Roriz e o presidente do Banco Regional de Brasilia, um dos únicos não privatizados na fase do ajuste da economia basileira há uma década.

Agora, quando começa a cair assim, todo mundo em volta dá uma mão e apressa o processo.

O próximo passo será o protocolo do pedido de abertrura de inquérito no Conselho de Ética contra Roriz, feito pelo PSoL, provavelmente na tarde de quinta ou sexta-feira.

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