Sunday, July 29, 2007

Caixa-preta vaza para Veja que conclui: erro dos pilotos foi decisivo para tragédia da TAM em Congonhas

Neste domingo, a pista principal do aeroporto de Congonhas está fechada pela enésima vez, porque amanheceu molhada.

Do total de 199 vitimas do pior acidente da aviação no Brasil desde Santos Dumont, 144 ja foram identificadas.

A defesa Civil de São Paulo disse que o predio da TAM não será demolido hoje, mas isto acontecerá ao longo da semana. Já terminou o serviço de buscas do corpo de bombeiros e o prédio está liberado para demolição. 

A novidade do fim de semana é a polêmica provocada pela matéria da revista Veja, mostrando que foi decisivo o erro do piloto ao manipular o manete deste tipo específico de aeronave: com a posição errada, os comandos funcionam ao contrário, tenta mostrar a revista.

O erro seria, portanto, dos fabricantes do avião Air Bus, pois as posições do manete induzem a aceleração em vez do “descanso”, segundo a associação de pilotos. A empresa soltou nota dias após Congonhas, já tinham acontecido  acidentes nas Filipinas e Tailânida, mas sem tanta gravidade, segundo Carlos Camacho, da associação dos pilotos.

“Mas se Congonhas tivesse área de escape, não teria acontecido a tragédia, pois o piloto teria arremetido o avião já que estava com velocidade acima da necessária para frear, e pronto” - disse, lembrando que a pista é a principal responsável pelo acidente. A falha do piloto e outros fatores viriam em segundo lugar.

Para a Força Aérea, não foram os militares que vazaram a informação para a revista, que so apresentou uma hipótese que pode ou não se confirmar.

 Os membros da CPI do Apagão Aéreo vão olhar tudo nesta semana, mas ja avisam que vai ser muito dificil não vazar as conversas da caixa-preta.

O que não exclui a responsabilidade da Infraero por não ter resolvido problemas óbvios como a falta de ranhuras e de obras nas cabeceiras (como asfalto mole para afundar os pneus de aviões que saem da pista), além da própria distância insuficiente.

Vamos à matéria da Veja, que está aberta no site da revista:

Brasil
A tragédia, segundo
as caixas-pretas

“Os investigadores já sabem que um erro cometido
pelo comandante do Airbus da TAM impediu o avião
de desacelerar o suficiente ao pousar. Mas o comprimento
da pista, curta demais, e a falta de uma área de escape foram
decisivos para que o acidente produzisse tantas mortes

Marcio Aith, Fábio Portela e Julia Duailibi, com Marcelo Carneiro, Guilherme Fogaça e Wanderley Prete Sobrinho

“Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo. Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar. Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 quilômetros por hora, não conseguiu parar. As investigações revelam ainda que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. A reportagem de VEJA apurou também que quem pilotava o Airbus no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não, como suspeitava a Aeronáutica, o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, que fora demitido da Gol depois de três meses de trabalho e estava na TAM havia pouco tempo.

A investigação completa do acidente deverá durar ainda dez meses. No entanto, já se chegou à conclusão de que o erro do piloto foi mesmo a causa inicial do acidente – que, não fosse pelas características da pista do Aeroporto de Congonhas, poderia ter tido conseqüências muito menores. Os motivos que levaram à queda do Airbus da TAM têm relação indireta com o fato de a aeronave estar voando naquele dia com o reverso direito travado. Reverso é um mecanismo que, ao inverter o fluxo de ar das turbinas, ajuda a desacelerar o avião. Como o sistema de frenagem de uma aeronave é composto de um conjunto de recursos, um aparelho pode voar sem problemas com um dos reversos desativados ou até com dois. Só que, quando isso acontece, o piloto, ao pousar, tem de operar os manetes de forma diferente da rotineira (veja quadro). E isso é o que pode ter confundido o comandante do vôo. Ao manter o manete da turbina direita – que estava com o reverso travado – em posição de aceleração, e não na posição “marcha lenta”, ele impediu a frenagem completa do avião, que atravessou o fim da pista a uma velocidade próxima a 200 quilômetros por hora. Não se trata de um erro inédito. Ele foi cometido pelos pilotos de ao menos outras duas aeronaves do mesmo modelo, o A320 da Airbus. Tanto no desastre ocorrido em março de 1998, nas Filipinas, quanto no acidente que houve em 2004, no aeroporto de Taipei, em Taiwan, concluiu-se que houve falhas na operação dos manetes. As coincidências vão além: nos dois casos, os aviões estavam com uma das turbinas travadas, exatamente como no acidente da TAM. Nas Filipinas, um vôo da Philippine Airlines passou direto pela pista e só parou após se chocar com barracos de madeira nas proximidades. Em 2004, o fato se repetiu com rigorosa exatidão. Dessa vez, um A320 atravessou a pista do aeroporto de Taipei. Novamente as investigações mostraram que o manete da turbina que tinha o reverso travado estava na posição errada, empurrando o A320 para a frente.

Na quinta-feira, o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe das investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Ministério da Defesa, disse que a aterrissagem com o reverso travado pode ter “influenciado psicologicamente” os pilotos. Disse ainda ser improvável que a ausência de ranhuras para escoamento de água em Congonhas, o grooving, tenha tido alguma relação com o acidente (chovia em São Paulo na noite do dia 17). A conclusão é que não houve aquaplanagem no dia da tragédia. Ela apóia-se em três evidências. A primeira delas é a ausência de marcas específicas na pista do aeroporto. Essas marcas são formadas quando a água sob os pneus de uma aeronave que está derrapando esquenta até o ponto de fervura. Elas são claras, muito diferentes das marcas negras causadas por frenagens normais. Na pista de Congonhas, tais marcas não foram encontradas. Os dados já colhidos nas caixas-pretas e a análise do que restou dos pneus do Airbus, encontrados nos escombros do prédio da TAM, afastaram de vez essa hipótese.

Para os familiares do comandante, é um drama ver seu nome protagonizando um episódio que causou tanta dor – principalmente quando ele, uma das vítimas, não pode defender-se. Ocorre que, isolado, seu erro poderia ter uma dimensão muito menor. Bastava que a pista do Aeroporto de Congonhas fosse mais longa e tivesse uma área de escape. No caso do avião filipino, houve apenas três mortes, e todas em solo, por atropelamento. Todos os 130 ocupantes da aeronave sobreviveram. No acidente de Taipei, nem sequer houve feridos graves. Nos três eventos, além das coincidências entre os modelos e a situação mecânica dos aviões, também as condições de pouso eram semelhantes: o vento, o peso da aeronave e a velocidade com que ela se aproximou do solo estavam rigorosamente dentro dos padrões. Em Taipei, inclusive, caía uma chuva fraca, assim como em São Paulo. Por que, então, só aqui todos os ocupantes do avião morreram? Nas Filipinas, onde o acidente ocorreu com tempo seco, a pista tem 2.100 metros e se abre para uma área de várzea, onde havia alguns barracos que formavam uma ocupação irregular. Em Taipei, a pista de pouso é maior: tem 2.600 metros, mais 160 metros de área de escape. A extensão das pistas e as áreas de escape possibilitaram que, em ambos os casos, o erro dos pilotos pudesse ser corrigido a tempo – antes de se transformar em tragédia.

A Airbus, fabricante do A320, emitiu na terça-feira um comunicado mundial para seus clientes relembrando os procedimentos técnicos para aterrissagem com um dos reversos travado. A medida foi tomada cinco dias depois do início da análise das caixas-pretas do avião acidentado – trabalho que representantes da empresa acompanharam. Causa curiosidade o fato de um mesmo erro ter sido a causa de três acidentes, ao longo de uma década, sem que a empresa fizesse modificações substanciais nos equipamentos. A Aviation Safety Council, uma agência independente de Taiwan criada para investigar e prevenir acidentes aéreos, recomendou à Airbus, depois do acidente de 2004, que melhorasse o sistema responsável por alertar os pilotos quando os manetes se encontram na posição errada. Com o acidente da TAM, presume-se que nenhuma medida eficaz foi tomada nesse sentido. A mesma agência produziu um relatório com a transcrição da comunicação entre os tripulantes do avião acidentado no aeroporto de Taipei. Os diálogos gravados mostram o momento em que o piloto pousa e percebe que não consegue parar. Seguem-se segundos dramáticos, em que ele grita por cinco vezes: “No break” (sem breque) e “no break at all” (“nenhum breque”). Enquanto isso, o avião sai da pista principal e percorre a área de escape até finalmente encontrar as valas de drenagem, onde os trens de pouso atolam. O avião pára. A partir daí, as frases registradas pela caixa-preta, embora ainda tensas, são cheias de alívio. O piloto pede à torre ajuda do pessoal de terra e um tripulante dirige-se ao microfone para falar aos passageiros. Informa que o avião saiu da pista, pede desculpas pelo susto e diz que a situação é segura agora. Em Congonhas, os 187 ocupantes do Airbus A320 da TAM e as doze vítimas em solo não tiveram chance. A pista do aeroporto paulistano não deixa margem para nenhum tipo de erro. É o cenário ideal para tragédias. “

(Fotos de outros acidentes e Air Buses: Reuters, Agência Folha e material de divulgação.)

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Saturday, July 28, 2007

Serra propõe a Jobim parceria público-privada para trem expresso de R$ 3,4 bi entre Guarulhos e Congonhas

O governador José Serra (PSDB), de São Paulo, quer promover uma Parceria Público-Privada (PPP) para viabilizar a construção de trem expresso da capital paulista até o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos(SP).

A proposta parece ter recebido a aprovação de Jobim dentro do esquema de investimentos que vai acertar neste sábado em Brasília com a área econômica do governo.

No total, significaria investimentos de R$ 3,4 bilhões, dos quais R$ 1,5 bilhão provenientes do governo estadual, R$ 580 milhões da União R$ 1,32 bilhão de empresas privadas.

O estudo da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos apresentado a Jobim garante que  o sistema ficaria pronto em 2010, ano de eleição geral.

 Serra quer também fazer uma pista expressa ligando a Rodovia dos Bandeirantes ao aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Para o futuro, ele propõe que essa pista seja prolongada até a cidade de São Paulo, em paralelo à Rodovia dos Bandeirantes.

Em resumo, o pacote propõe:

* construir um trem-expresso, no valor de R$ 3,4 bilhões, para ligar Guarulhos a Congonhas, no centro da capital paulista.

* apressar investimentos para colocar em funcionamento a terceira pista do aeroporto de Guarulhos;

* aumentar os investimentos no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP); e

Faltou tratarem da delicada - policitamente falando - questão da ocupação desordenada do solo que já compromete o aeroporto de Guarulhos, no município da Grande São Paulo, assim como comprometeu Congonhas no passado e outros aeroportos no interior deste país da grilagem de terras.

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Thursday, July 26, 2007

Renan aparece na tv de Collor e diz que não é Severino Cavalcanti

Renan Calheiros e comitê de crise pensavam em aproveitar o recesso, o PAM (e até o desastre da TAM “ajudou”, no caso) para submergir e esperar a midia esquecer. 

Mas teve foi que providenciar uma ofensiva publicitária de emergência para responder à confirmação oficial da denúncia da Globo de que pelo 2 das firmas que ele aponta como compradoras de carne em Alagoas são de fachada, pelas novas perícias do próprio Senado em busca de dados para a Polícia Federal.

Carlos de Lanoy, garra de repórter novo, já tinha mostrado isso no Jornal Nacional mês passado - foi lá conferir e viu de perto como são falsos os bois de ouro do senador.

Aliás, Paulo Lacerda, da Federal, mandou avisar que no maximo em 10 dias “sai alguma coisa”, mas o prazo mesmo para responder ao pedido de nova perícia vai até 15 de agosto.

Ou seja: caso Renan só andará na segunda metade de agosto.

Ontem o senador  foi ao programa Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, repetidora da Rede Globo e controlada pelo senador Fernando Collor (PTB-AL).

Gustavo Krieger escreve hoje no Correio Braziliense que  Renan e Collor mantêm “boas relações políticas”.

Isso inclusive explica muita coisa que vinha acontecendo na Mesa do Senado ultimamente: ninguém conseguia explicar porque o presidente do Senado não atendia desde abril o pedido da Frente Ambientalista Parlamentar, com 300 deputados e senadores coordenados por Zequinha Sarney (PV-MA), para que fosse convocada sessão conjunta para ouvir o ex-quase futuro presidente americano Al Gore, no Congresso.

É que o convite da Frente atrapalhou outro que vinha sendo anunciado pelo recém eleito senador Fernando Collor, que achava que os marketeiros de Gore deixariam que ele viesse ao Brasil a seu convite, para aparecer ao lado da imagem negativa que o ex-presidente alagoano carrega (já reparou que ninguem gosta de sair em foto ao lado dele e de Maluf, por exemplo?).

“Deixa ele, ele já pagou seus crimes nestes oito anos de ostracismo”, tentou contemporizar o companheiro Zequinha, filho do ex-presidente José Sarney, tido até pouco tempo como aliado de Renan.

Collor voltou mais maduro, menos arrogante, mas além de uma plástica para o povão esquecer sua imagem seria bom fazer algo no plano, digamos, mágico- espiritual -  para tentar um dia  recuperar credibilidade fora de seu curral eleitoral, que parece ser o mesmo de Renan: o povo pobre e sem estudo do estado que os donos de engenho e usineiros da cana-de-açucar empobreceram social e ambientalmente desde os primeiros anos da chegada dos portugueses, cinco séculos atrás. 

Outro conflito de Renan com os verdes: ele vem acusando o golpe desferido por Fernando Gabeira (PV-RJ), que recentemente apareceu em pesquisa da Veja como o único deputado que integra uma roda de cinco ou seis parlamentares influentes que a população vê como realmente honestos e éticos (os outros todos são senadores).

E Gabeira prometeu ontem voltar à carga contra o presidente do Senado que “não quer largar o osso”, junto com seus amigos radicais do PSoL e aliados de ultima hora dos partidões de oposição (DEM e PSDB).

A versão de Renan: a crise no Senado seria artificial e Gabeira e o PSoL erram ao confundi-lo com o ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), que renunciou depois de ser acusado em plenário de corrupto por Fernando Gabeira, em cena histórica

“As pessoas pensaram que estavam diante de um fato consumado e de uma pessoa vulnerável, um novo ‘Severino’, mas erraram completamente. Em nome da minha dignidade vou resistir até a última hora” - promete o presidente que já não preside o Congresso mas acredita o contrário.

Enfim, o fantasma de Severino colou em Renan e não vai largá-lo enquanto ele não deixar pelo menos a cadeira de presidente do Senado.

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Nelson Jobim assume Ministério da Defesa com força no Congresso

Antigo líder do PMDB ético de Ulysses Guimarães, eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul e peça-cahve na derrubada de Fernando Collor em 1992, o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, parece que está agradando a gregos e goianos aqui no Congresso.

Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) pode até vir a ser o líder da bancada de Jobim na Câmara, onde o  ex-presidente do Suoremo Tribunal Federal (STF) ainda tem muitos amigos entre os nobres juristas da Casa.

Na posse, de surpresa,  o presidente Lula pediu a Jobim, ex-professor de Direito Constitucional da Universidade de Santa Maria (RS), que usasse “todas as suas forças” para fazer as mudanças que precisam ser feitas no Ministério da Defesa.

Lula só não disse que mudanças - é para tirar o serviço de controle de vôo da Aeronáutica ou é para comprar um novo porta-aviões para servir de aeroporo em algum lugar?

Jobim deve ter pensado mas não disse: este ministério nunca existiu, continua havendo os sub-ministros das três forças armadas em torno do ético e cansado Waldyr Pires, sem forças para salvar a si próprio das agruras da própria vida familiar, quanto mais cuidar da defesa da vida alheia nesta altura do campeonato em que se vão para o beleléu na base de 200 almas por vez como em Congonhas.

Lula admitiu que ha uma crise provocada pelo acidente com o Airbus 320 da TAM e que este é um momento de dor nacional, mas que deve ser aproveitado para “fazer definitivamente o que tem de ser feito no Brasil”:

“O Ministério da Defesa, tal como está, está aquém das exigências da sociedade brasileira”, admitiu Lula. “Precisamos de um ministério com a força suficiente para fazer as mudanças que precisam ser feitas”.

Ainda na cerimônia de posse, Lula deu  ao novo ministro uma missão:

- ”Eu queria lhe pedir, Nelson, já como o primeiro compromisso. Amanhã é a transferência de cargo, e, depois da transferência de cargo, eu acho que você deveria ir com o brigadeiro Juniti Saito (Comandante da Aeronáutica) ao Aeroporto de Congonhas”.

Também pediu que fosse visitar o “hospital onde está se fazendo o estudo de DNA; e que a gente assumisse o compromisso não apenas de resolver o problema aéreo brasileiro, mas sim dar uma resposta contundente à sociedade brasileira”. Segundo Lula, “não tem resposta de curtíssimo prazo, tem medidas que podem ser feitas amanhã e outras são de longo prazo”.

Ministro vai lá sexta-feira, pelo que deu há pouco a Agência Brasil.

Lula quase soltou outra mas se conteve a tempo, ao comparar a sorte do novo ministro, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal,  com a falta de sorte de Waldyr Pires nos ultimos tempos:

- ”Nelson, você vai ter mais sorte do que o Waldir porque nós agora vamos brigar muito mais para o Guido Mantega (Fazenda) ser mais flexível e para o Paulo Bernardo (Planejamento) ser mais flexível. Não apenas por causa da tragédia. É porque ao longo dessa crise nós fomos descobrindo falhas e que nós precisamos corrigir”.

Lulinha é incorrigível, mas deu uma dentro ao nomear Jobim: afastou-se rapidamente do PMDB menos ético de Renan Calheiros e Joaquim Roriz, em queda livre rumo à lixeira da história,  para se aproximar agora da ala dos peemedebistas do bem -  simbolizados pelo senador Pedro Simon, não por acaso também do Rio Grande, tchê. 

Mesmo porque o outro PMDB que sobra no poder, o do ex-presidente Sarney Filho, é muito singular e está engajado nestes movimentos do tabuleiro de xadrex do ministério Lula: Roseana é  líder de fato do governo no Senado, e como tal estaria encarregada de impedir que um Being defeituoso chamado Renan deslize e vire na pista enssaboada ao aterrissar no plenário em agosto ou setembro.

Vai ser dificil, ja cansaram de avisar à ex-governadora.

 

 
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Wednesday, July 25, 2007

Ex-guerrilheiros divergem sobre James Allen até hoje: Goiás adverte que pode ser mentira dos militares

É preciso ter cuidado para não se cometerem mais injustiças históricas como parte da propaganda dos dois lados que travaram a batalha da guerra de guerrilha contra a ditadura militar de 1964-1985.

Enquanto uma lei retrógrada mantém documentos importantes sob sigilo militar, vazam volta e meia relatórios parciais, livros de generais, agora documentos do Itamaraty que alguém resolveu entregar por desencargo de consciência, que costumam dar apenas meias verdades, por não haver à disposição dos pesquisadores o conjunto da documentação da época.

Estamos falando sobre o post anterior, sobre a matéria a respeito da vigilância no exterior exercida contra os opositores do regime militar por parte do Itamaraty entre 1966 e 1985, sob supervisão do Centro de Informações do Exército (CiEx).

O CiEx é famoso por comandar os mais bárbaros processos de tortura, execução e desaparecimento, além de ações ilegais no exterior e de conexão com o atentado do Rio Sul.

Esta pessoa que me ligou há pouco, com aquelas manias de velhos comunistas com neurose de cadeia, pedindo sempre para não se identificar a não ser pelo codinome  (Dalton), disse que também conversou com o autor da matéria no Correio, Cláudio Dantas, a respeito de um ponto que volta e meia vem a tona: acusações e contra-acusações que em geral são parte da guerra psicológica adversa dos militares até hoje.

A matéria no principal jornal da capital passa a imagem de que James Allen Luz, um guerrilheiro de Goiás que estava preso e foi pedido junto com outras dezenas de presos para serem trocados por embaixadores capturados, teria sido agente infiltrado junto com os presos enviados a Cuba.

Tal prejulgamento, sem base em documentação, foi  o que incomodou este companheiro das antigas, que ligou de Goiânia - não haveria bases históricas para se afirmar que Allen era infiltrado ou tenha sido justiçado.

Como um dos principais contribuintes regionais do Tortura Nunca Mais, talvez seja dos que mais investigaram a morte de parentes e amigos desaparecidos em Goiás - e diz nunca ter encontrado evidências de que James Luz tenha sido agente infiltrado pela CIA ou pelo DOI-CODI ou por esta razão tenha sido morto pelos companheiros.

“Não há provas, apenas versões dos militares”, alerta.

Ou quem sabe - perguntei - poderia não ter James Allen sido agente e  mesmo assim sido confundido e morto pelos companheiros?

Afinal, companheiros da VAR de Goiás, agindo no Rio, já tinham experiência de julgamentos revolucionarios onde a pena - pelo que sei não cumprida - era o justiçamento ou a absolvição,não tinha graduação o tribunal do bairro do Flamengo em 1971.

Este meu amigo pesquisador, ex-guerrilheiro nas horas vagas em 68, acha que não - Allen não parece ter sido agente, nem há indicios de ter sido morto por companheiros.

Isso pode ter sido plantado pelos serviços de informação da época e ficou, como versões de livros de generais que andam saindo agora.

Este companheiro de Goiânia, atento à memória dos que lutaram e tombaram mais cedo do que nós, por via das dúvidas aguarda a abertura um dia de todos os arquivos da ditadura - para acabar com as “plantações” feitas pelos militares que ganharam a batalha mas perderam a guerra…

… são os mesmos que espalharam a versão, por exemplo, de que o companheiro deputado Jose Genoino teria colaborado,  sob tortura (o que ja seria normal mas, enfim, não aconteceu) e outros tantos boatos e versões do interesse do lado hoje acuado, que são os ex-torturadores e comandantes ainda vivos daquela época de guerra.

Mais la guerre n´est pas pour les dames, monsieur…

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Tuesday, July 24, 2007

Vamos abrir logo os arquivos da ditadura - inclusive para facilitar acerto de contas com a História

Por mais que Jose Genoino (PT-SP) se esforce para dialogar e arrumar verbas para os militares atuais - não os que nos torturaram - é preciso reconhecer que ninguem confia nos militares brasileiros até hoje. 

Gauchão, militante de esquerda morto entre Chile e ArgentinaA abertura total dos arquivos da ditadura militar, como fizeram outros países onde a guerra foi mais longa e sangrenta, mostra que este é um auxilio à pacificação.

O problema interfere em muita coisa - no uso das forças armadas no Rio, na questão do controle do tráfico aéreo que resultou em quase 400 mortes em 8 meses e na questão dos salários dos militares, que vêm sendo punidos pelo que fizeram ao país os antecessores dos atuais comandantes.

Quando assessorava o Plano Real a pedido de FHC, disse mais de uma vez: precisa dar um jeito de reaparelhar a Força Aérea, modernizar o Exercito, dar função ecológica à Marinha. Ao ministro Pedro Malan disse também, a bordo de um HS, que precisava começar logo a reaparelhar e principalmente atualizar o poder de compra dos soldados, cabos, tenentes e oficiais militares. Iniciar este “processo” - como ele dizia - acho que seria recuperar a dignidade dos militares com salários à altura do que devem representar numa democracia quase de massas, no Seculo 21.  A jornalista Catarina Malan testemunhou uma dessas conversas, logo após passarmos por um baita susto ao levantar vôo do Campo de Marte, quando os céus de São Paulo na segunda metade dos anos 90 ainda eram relativamente seguros.

Por que não há um acordo nacional, com recursos do Tesouro, para acertar esta conta de vez?

Até o general Antônio Bandeira, que me prendeu e torturou em 1970, já morreu - há pouco tempo, disseram-me estes dias, doente da cabeça e velhinho no Recife.

Não aceitamos que pela existência de meia centena de generais que ainda estão vivos, de pijamas já empoados, passem medo em Lula e na companheira Dilma Rousseff com pseudo-conspirações alardeadas pelo ex-terrorista Carlos Alberto Ustra, do Rio Centro…

E assim impeçam que os documentos secretos do Itamarati sejam divulgados pelo chanceler Celso Amorim - ele mesmo diplomata perseguido em 1982 por liberar verba da Embrafilme para a produção de Pra Frente Brasil, contrário aos militares. 

Partidos de esquerda - entre os quais o PPS ,  PCdoB e  Partido Verde - devem exigir do governo Lula nas proximas horas, dias, meses a abertura dos arquivos da ditadura.

A necessidade disso ficou clara com a publicação pelo Correio Braziliense, desde domingo (22), de série de reportagens de Claudio Dantas sobre o Centro de Informação do Exército (CIEx) e sua conexão com o Ministério das Relações Exteriores (Itamarati) para espionar e eliminar ativistas de esquerda que do exterior lutavam contra a diturada dos militares brasileiros entre 1966 e 1985.

Veja a repercussão em alguns países:

  • CLARÍN X
    Chancelaria perseguiu opositores

    Com essa manchete e uma foto de parentes de desaparecidos políticos, o jornal mais influente da Argentina repercutiu ontem a série de reportagens publicadas pelo Correio Braziliense. “Foi na última ditadura, e alcançou líderes políticos exilados do Brasil”, revela o resumo da matéria. Segundo o Clarin, novos documentos sobre as atividades secretas da chancelaria brasileira, revelados no domingo pelo Correio, confirmaram o papel do Itamaraty na perseguição de exilados. O texto destaca que as maiores personalidades políticas do Brasil, como os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart, foram vigiados.
  • la Repubblica
    Reserva moral durante ditadura

    O jornal de Montevidéu reproduz uma reportagem da agência France-Presse (AFP) e explica que “o principal diário da capital brasileira informa que teve acesso a mais de 8 mil informes do Centro de Informações do Exterior (Ciex), criado no Itamaraty, o que desmente uma versão de que a diplomacia brasileira esteve à margem da repressão política. “O Correio lembra que até agora a escassez de evidências da participação da diplomacia brasileira fez crer a todos que o Ministério das Relações Exteriores tinha sido a reserva moral da democracia, em pleno regime militar”, afirma o La Repubblica.
  • ABC
    Colaboração de militares

    O diário de Assunção também repercute a denúncia do Correio sob o título “Itamaraty colaborou com o regime militar”. Segundo a publicação, uma reportagem especial revelou a existência de um órgão da Chancelaria brasileira integrado por diplomatas e encarregado de perseguir opositores. O ABC Color reproduz trechos da matéria e traz declarações do repórter Claudio Dantas Sequeira, autor da série. De acordo com o jornal, 64 dos 380 brasileiros mortos ou desaparecidos durante a ditadura militar constam do Ciex.
  • La Diaria
    Olho de condor no Brasil

    O jornal de Montevidéu divulga detalhes da participação do Itamaraty na perseguição a exilados. O título acima faz alusão à Operação Condor — repressão a opositores do regime militar desenvolvida em conjunto por Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Bolívia. O La Diaria também cita o Correio Braziliense e destaca um trecho da reportagem. “Depois de quatro meses analisando cada documento, seu grau de confiabilidade e seu nível de distribuição, pode-se concluir que nunca houve refúgio seguro para os brasileiros contrários ao golpe de 1964”, sublinha.
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Saturday, July 21, 2007

Pela primeira vez cérebros humanos conectados via digital

21/07/2007 por João Arnolfo

Clique (e depois minimize) para ouvir trilha sonora deadhead

grateful dead albumDentro do olho do furacão a calmaria é tanta que se tem a impressão de uma estranha segurança divina, que pode ser fatal.

Aprendemos isso nos anos 80 com um certo  Gloria, na região de Long Island, New York.

Assim como o buraco negro final e inicial, o olho do furacão pode ser o extremo da alienação do ser.

Se ficar quieto, ou se caminhar para uma das bordas do ciclo do olho do furacão, dá na mesma: você será engolido em instantes pelos fortíssimos ventos do redemoinho em sua volta, que também anda. É o andar do furacão…

A única saída é caminhar junto com o olho de paz interior enquanto em volta o pau come - rajadas e ranger de tudo sendo estraçalhado pelo vento em altíssima velocidade circular ascendente.

Assim é a cena histórica vista por cada um sozinho em cada crise coletiva: a gente só vê se sair fora do olho do furacão.

Se caminhar para o lado errado, você certamente perecerá sem saber porque.

Se ficar parado no tempo também: não percebe que o olho do furacão também está andando.

Não perceber que existe um furacão em sua volta - esta é a alienação primeva, desligamento do ser em relação a sua realidade objetiva por simples impossibilidade de tomar conhecimento dessa realidade, por não dispor ainda de bits suficientes.

Estamos pois assim, no momento, aqui, localmente, e também nacionalmente e globalmente: pela primeira vez na história da espécie tem-se os todos os organismos inteligentes que habitam a crosta planetária, qual aglomerados submarinos, com capacidade potencial de interconexão de seus neurônios de maneira ainda primitiva mas com visão de interação completa no futuro para propósitos específicos.

Quem sabe para sair em expedição por 20 anos-luz para chegar ao Terra II, cheio dágua e ainda novo, precisemos todos como que hibernar enquanto eletrodos conectam diretamente nossos SNCs em barramento, multiprocessadores formados por milhares de seres humanos deitados dentro de naves a velocidades próximas da luz…

Isso de conectar um neurônio no outro - um cérebro em outro e nos demais, como já está ocorrendo neste exato momento via internet e satélites - cria uma mudança qualitativa, dialetica: de repente, devido ao acúmulo de informação pelo consciente coletivo da espécie humana, tem-se a o emergir da verdadeira consciência planetária de que falavam os poetas, filósofos, loucos, místicos e visionários de todos os tempos.

Seu Sistema Nervoso Central está conectado ao SNC de seus amigos no orkut, no mundo todo, na blogosfera, no ciberespaço sideral através do meio digital - digitus, dedo.

Pelas pontas dos digitais, comandados pelo SNC, uma pessoa tecla www ou outro comando do código interplanetário e tem-se através do teclado e do feedback visual na tela do computador o retorno da informação que outrem introduziu da mesma forma, também pela ponta dos dedos comandados por seu próprio SNC.

Milhões, bilhões de SNCs estão se conectando pela primeira vez, por exemplo, em torno do desafio para a espécie que é o enfrentamento do aquecimento global.

E formando redes.

Redes: esta é a consciência mística, o corpo da eclesiae de que falavam os místicos, visionários e poetas quando ainda a humanidade apenas engatinhava na possibilidade alcançada então de raspão via revelação intuitiva, alteração de estados de consciência e coisas ssim.

Pois que ainda não dispunha o ser humano de tal capacidade de interconexão neural e multiprocessamento, como neste ano de 2007 d.C., século 21.

O que virá agora, você  dirá, digitalmente -  pelos dedos, simplesmente.

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Friday, July 20, 2007

Morre ACM; Planalto pede desculpas por assessores de Lula reagindo com gesto chulo diante do acidente da TAM

20/07/2007 por João Arnolfo

FIM DE UMA ERA: MORRE ACM 

Há pouco recebi telefonemas sobre a morte do senador Antonio Carlos Magalhães, a quem conheci pesoalmente em 1996 ao lado de Pedro Malan, numa conversa de estadistas. Sabia que ele tinha protegido alguns camaradas comunistas em certo momento na Bahia, mas comandou o vice-reino com mão de ferro e era conhecido como Toninho Malvadez, que perseguiu jornalistas e teria mandado matar gente de oposição.

Mas aqui em Brasília era Toninho Ternura no trato com a imprensa, ajudou a derrubar a ditadura que antes apoiou. Dizem que foi o unico deputado federal (UDN) que dormiu no Catetinho quando da inauguração de Brasilia em 1960. Deixou um exemplo: como um dos últimos coronéis da politica nacional, nunca ficou em cima do muro e sempre tomou posição nas questões polêmicas, sem papas na língua. Vai fazer falta, assim como fez falta seu filho Luis Eduardo Magalhães. Pêsames aos baianos e à familia do deputado ACM Neto.

 PALÁCIO PEDE DESCULPAS POR IMAGENS DE ASSESSORES DE LULA REAGINDO AO ACIDENTE DA TAM: “AQUI Ó, SIFU”

 Por que o Governo se recusa a ver que acidentes aéreos da Gol e agora da TAM são partes do problema maior, que é a falta de investimento de emergência em grande escala para adequar o sistema aeroviário ao crescimento da renda e consequente aumento de passageiros e vôos?

O problema se resolve apenas - e somente - se for colocado dinheiro do Tesouro para investimentos de infraestrutura: o professor Guido Mantega está na dele, sentado em cima de bilhões de dólares de reservas como nunca houve, arrecadando internamente  outro tanto em reais e fazendo superávits primários razoáveis  para manter a economia planando enquanto não surgem crises externas à frente.

Se tudo está tão bem, por que então não destinou seis meses atrás meros  US$ 3 bilhões em três anos como contrapartida de empréstimo subsidiado do Bird ou outras instituições para reconstruir o sistema viário brasileiro?

Preferiu fazer gracinhas com a desgraça nacional falando na porta do ministério da Fazenda (onde ministro sério nunca deve  falar) que o problema aéreo era apenas reflexo do crescimento econômico que experimentamos.

Os petistas são bons nesse negócio de falar e fazer bobagens - lembra que assessores do Planalto praticamente “organizaram” a exposição presidencial à vaia sêxtupla no Maraca, de tão previsível que era?

Veja agora o que aconteceu ontem à noite quando Carlos de Lanoy, da Globo, teve idéia de ficar gravando imagens  pela vidraça do Palácio do Planalto.

Lá dentro o secretário de assuntos internacionais, justo quem não quis gravar com a equipe minutos antes, estava vendo tv ao lado do assessor de imprensa Bruno Gaspar, com as cortinas abertas.

Ao ver a reportagem do Jornal Nacional - sobre novas evidências de “outras falhas” no acidente de Congonhas, além da pista - Marco Aurélio foi gravado fazendo gestos tipo “top-top” do antigo Fradim do Henfil, batendo varias vezes a palma aberta da mão direita contra a  mão esquerda de punho fechado, com o indicador e polegar virados para cima, enrolados formando um pseudorificio simbólico.

Um símbolo que em português se traduz às vezes por “tomar no toba”.

Em ingles seria talvez “fuck it” no caso do Marco Aurelio, que pensa no idioma de Shakespeare mas age como um cavaleiro da triste figura.

Ao seu lado, o escriba barbudinho estilo PT jovem corrobora o grande chefe, mui diplomata, fazendo em complemento o seu próprio  gesto simbólico  (de pior gosto ainda, segundo jornalistas) de agarrar alguém por trás,  com propósito agressivo-sexual…

…Tipo “crau“, novamente recorrendo a onomatopéia do Pasquim dos anos 70.

Revelando detalhes do PT real, estes gestos têm fortes implicações politicas que no Congresso, mesmo em recesso,  já estão repercutindo.

Os parlamentares (e a mídia sem noticia) agora querem saber que história é essa de a Globo flagrando Marco Aurélio Garcia fazendo gestos tipo “quebra do decoro”, tripudiando em cima do maior acidente  da história da aviação na terra de Santos Dummont.

-O que significam mesmo estes  gestos do assessor especial de assuntos internacionais do presidente e de um assessor de imprensa, pegos pelas cameras indiscretas ,  ontem à noite, no mesmo horário que ia ao ar a reportagem do Jornal Nacional mostrando que há também possibilidade de falha do avião da TAM?

Ora direis ouvir estrelas, eis que companheiro Marco Aurelio estava apenas comemorando a noticia mostrando que a culpa era de alguém que não do seu governo, e dizendo pro assessor algo assim:

-Agora ó, sifu…

Ao que o aprendiz de feiticeiro corresponde ao chefe dizendo qeu agora vamos adiantar com nossas ações agresivas contra quem nos ataca:

-É isso aí, chefe, agora ó, crau neles!

Mais mau gosto não há, mas é só isso: macaquice.

Os diálogos por suposto são o que mostraria qualquer ”transcrição labial”  da “reação privada” que  Marco Aurelio explicou ter tido.

São um escândalo, na opinião do insuspeito senador Pedro Simon (RS), da ala do bem do PMDB.

Preste atenção ao que ele diz ao final da matéria.

A história do flagrante da Globo desde ontem à noite aumentou a indignação nacional.

Todo mundo intui - e quem tem informação como o senador Pedro Simon (PMDB-RS) sabe -  que ao fim e ao cabo a culpa pelas mortes é também do Governo Lula, sim senhor - ao contrário do que pretendem Marcus Aulicus planaltensis.

-“Foi uma das cenas mais dantescas, mais cruéis que eu já vi. A nação inteira chorando e o Palácio festejando, querendo dizer que a culpa não é do governo. Claro que a culpa é do governo. Essa série de absurdos que está acontecendo é culpa do governo. Mesmo que não fosse, comemorar é uma bofetada no povo brasileiro”, disse Pedro Simon.

Há outras variáveis no acidente, é claro - condições de terceiro mundo de controle de qualidade e manutenção do avião, impericia do piloto ao chegar muito rápido na aterrisagem, pista curta, sem obras de proteção nas cabeceiras.

Vídeos da Infraero que o próprio Palácio do Planalto deixou “vazar” de propósito para jogar a culpa no piloto e na TAM confirmam: o jato que pousou instantes antes demorou 13 segundo para percorrer trecho inicial da pista de Congonhas, enquanto o AirBus da TAM fez o percurso em apenas 3 segundos e logo em seguida acionou a aceleração mas não deu conta de arremeter e saiu fora da pista, batendo no depósito e avançando sobre a avenida.

Não foi apenas o furinho da Globo mostrando que o reversor da aeronave tinha apresentado problemas desde a  Sexta-Feria 13.

Fora travado e estava em observação, procedimento padrão, que aparentemente não influenciou no acidente - no máximo teria reduzido um pouco a velocidade do avião na pista (e não quando ele vinha descendo).

Os governos em geral têm a culpa sim por não ter feito os investimentos a tempo: a pista é curta, está no centro da megalópole paulista, não tem os gelos-de-bahiano que se usa em aeroportos urbanos nos Estados Unidos, não tem colchãos de solo mole para segurar avião que sai da pista, não tem nenhuma proteção.

Por que ainda não foi sumariamente desapropriada uma área de meio quilômetro depois da avenida Washington Luis para encompridar a písta?

Por que não se construiu rapidamente outro aeroporto para desafogar Congonhas? Por que não se ivnestiu na contratação de empresas para controle civil do tráfego e melhorou condições orçamentárias para FAB para supervisionar espaço aéreo e controle do espaço nacional?

Por que não se construiu, com este programa anti-apagão aéreo que até hoje não existe, trem rápido entre aeroportos longínquos até downtowns

Tudo porque ninguem teve coragem de propor aumento imeditato de gasto na proporção do tamanho do problema, mesmo com alguns milésimos de inflação a mais nmos meses e anos seguintes. 

Mais cedo ou mais tarde alguém terá que fazer o “trabalho sujo” de romper paradigmas, chutar pau de barraca, peitar a Fazenda etc - não é, Dilma?

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PS - Há pouco recebi telefonemas sobre a morte do senador Antonio Carlos Magalhães, a quem conheci em 1996 ao lado de Pedro Malan, numa conversa de estadistas. Na Bahia era Toninho Malvadez, que perseguiu jornalistas e mandou matar gente de oposição,mas aqui em Brasília era Toninho Ternura no trato com a imprensa. Deixou um exemplo: como um dos últimos coronéis da politica nacional, nunca ficou em cima do muro e sempre tomou posição nas questões polêmicas, sem papas na língua. Vai fazer falta, assim como fez falta seu filho Luis Eduardo Magalhães. É o fim de uma era.

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Wednesday, July 18, 2007

Gim na mira para ser cassado, TSE pode anular eleição condenando Roriz

Voltou a expectativa em Brasília de que no próximo semestre teremos eleição para senador no Distrito Federal -  alternativa para resolver o imbroglio criado pela queda de Joaquim Roriz e a posse,ontem, do primeiro suplente Gim Argello.

Assim que Gim assumiu, o líder Arthur Vigilio leu do microfone duas laudas com acusações contra o suplente de Roriz, que pediu apenas para explicar depois.  

Se Roriz for condenado no TSE, fica anulada a eleição dele em 2006 e por consequencia a de seus dois suplentes: Gim Argello e Marcos  Almeida. 

Antes disso, no entanto, o Senado já praticamente decidiu cassar Argello por sua ousadia em tomar posse na véspera do recesso parlamentar para ver se assim engana todo mundo e passa despercebido - logo ele, com um rabo enorme deixado pela folha corrida no DF, como soldado da turma de Roriz desde cedo.  

O ex-ministro do TSE que queria ser sucessor de Roriz para receber uma divida de favor por ter ajudado a livrar a cara do então governador em outros processos,  Maurício Corrêa, disse a Gim Argello que  o processo dele que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é muito complicado, pois é quase certo que resultará na cassação da chapa toda encabeçada por Roriz ao Senado em 2006. 

Ainda ontem mesmo o corregedor da Casa, ex-delegado federal Romeu Tuma, senador pelo DEM de São Paulo, retirou-se do  plenário na hora em que Gim prestava juramento.

No cafezinho, disse que a situação de Argello é pior do que a do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF).

Na pratica a  anulação da eleição do Roriz é o que interessa a todo mundo, até a ele mesmo, que não terá motivos para se defender na Justiça.

A Procuradoria Geral da República levou ao Tribunal Superior Eleitoral a denúncia contra o então candidato ao Senado Joaquim Roriz, que teria usado o 151, número de telefone da estatal Caesb, como propaganda do seu próprio número eleitoral - ele era governador  do Distrito Federal , licenciado para fazer campanha e deixado no lugar sua quase mulher de confiança, Maria Abadia (PSDB). 

O processo vinha se arrastando, mas agora, se o TSE reconhecer que houve culpa no uso do 151, não haverá nova eleição mas sim perda de mandato por anulação do registro da chapa de Roriz: quem assume é o segundo candidato mais votado, ex-ministro dos Transportes Agnelo Queiroz, do PCdoB,(foto),  que pode ganhar três anos e meio de mandato de senador.  
 

Esse caso de  Roriz - em vários - foi julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF e a mudança do voto de um juiz levantou suspeitas de corrupção, segundo a mídia local.

Se agora Roriz perder essa causa no TSE, sua eleição será anulada e, com isso, Gim Argello então não poderia ter assumido a vaga no Senado, como fez ontem para constrangimento geral dos brasilienses se vendo  ser representado por um filho de Roriz tão mal acabado…

Gim começou a ser questionado ja na hora da posse pelo senador Arthur Vigilio, que leu uma lista de crimes que vão desde grilagem de terras (recebeu 300 lotes no condomínio ilegal Boa Vista, em Sobradinho, se envolveu no desvio de dinheiro do BRB conforme grampos da operação policial que pegou Roriz com a mão na botija, participou de mudança fraudulenta de destinação de lotes da Terracap em Brasilia etc ).

Neste caso, perdendo Roriz no TSE como agora corre o risco, tampouco poderia assumir no caso de cassação do mandato de Argello o segundo suplente do ex-governador do DF, o empresário Marcos de Almeida. 

Ou seja: está havendo um tsunami politico em Brasilia e o povo não fica sabendo porque a midia local tem suas vinculações como em todo interior deste país.

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Tuesday, July 17, 2007

Outro passo rumo à cassação de Renan: mesa do Senado pede mais perícia à Polícia Federal

A Mesa do Senado decidiu agora há pouco enviar ao ministro da Justiça, Tarso Genro, os elementos para continuação da perícia, pela Polícia Federal, nos documentos encaminhados pela defesa do senador Renan Calheiros ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

A reunião foi presidida pelo 1º vice-presidente, senador Tião Viana (PT-AC) e a decisão foi por unanimidade. Viana disse à Agência Senado que a Mesa decidiu acatar integralmente a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e ele pessoalmente irá às 14h30 entregar o pedido de mais investigação nos papéis de Renan ao ministro Tarso Genro, responsável pela Polícia Federal.

Analise da noticia: o advogado de Renan está fazendo jogo de cena, ele não entrará no Supremo como prometera. Renan está perdido, pois o conselho pedirá ao plenário sua cassação, em agosto, no mais tardar setembro

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