Fogo da Grécia marca fim de uma era de civilização: vai-se o humanismo, entra o social-ambientalismo
O incêndio da Grécia entra para a história, em 2007 depois de Cristo, como marco do fim de uma era da civilização planetária - que um dia começou lá na península do Polopolnésio e naqueles recortados de ilhotas belas e agora quentes.
É o fim da era do capitalismo que causou em apenas 200 anos, com a revolução industrial, a destruição das condições de vida na superfície colonizada do planeta.
A Grécia Antiga, cujo território perto do Olimpo e dos deuses, hoje arde emchamas. A cidade turística de Olimpia foi salva agora há pouco, segundo os bombeiros gregos.
Debaixo do calor infernal deste verão da mudança climática, a Grécia como berço da atual civilização é parte central - pelo menos cultural e imaginariamente falando - da Nova Europa multietnica, herdeira da também da ideologia religiosa judaico-cristão que nos formou a todos, esquerda da America Latina principalmente.
-E qual menino da internet não sabe que a Roma atual fica nos Estados Unidos e se chama há uns 2 séculos Washington, em homenagem a um general da etnia que dizimaria os pele-vermelha na América do Norte?
É o mesmo que duvidar da certeza que têm os muleques de que a capital desta região aqui, América Latina, é uma cidade que 20% das crianças do continente conhecem por serem obrigadas a passar por rituais de iniciação consumática na religião do mercado global - o consumismo e idéias decorrentes na cabeça dos futuros cidadãos a respeito de coisas simples, como por exemplo acreditar ou não em Deus.
Mas isto é outra história. O Deus judaico-cristão (que é o mesmo da seita dissidente que resultou no islã) deve acabar de morrer nesta Grande Crise Ambiental que já está mostrando seus primeiros efeitos com terremotos de 500 mortes no Peru (aqui pertinho), enchentes na Ásia, furacões no Caribe e chuvas torrenciais matando centroamericanos e caribenhos…
E agora, o fim da Grécia pelo fogo do aquecimento global - tal qual descrito pelo consciente coletivo em inúmeros relatos antigos similares e anteriores alguns ao texto do João no blog da época em que se editou a atual versão 5.4 do Livro Sagrado em vigor entre os primatas supoeriores que acabam de concluir o belo trabalho de esgotar as condições de habiltabilidade de boa parte das terras agricultáveis da Terra.
Com o fogo da Grécia queima agora também toda a super-estrutura: mudam-se os paradigmas, os meses se enfrentam em batalhas horrorosas.
É o fim do humanismo.
Utópicos esperam que seja também o inicio do social-ambientalismo, corrente política e de pensamento que está caminhando para tomar o poder das mãos da velha ordem.
A questão é que até então não haviam avisado os russos, como dizia o Manoel Garrincha, de Pau Grande - os donos dos meios de produção só foram avisados de que vão perder apenas uns 3 ou 5% de suas receitas daqui em diante por conta do aquecimento global que todos provocamos na superífice do planeta Terra.
Não importa se vão descobrir incendiários - provavelmente não são locais da Al Qaeda, de todo jeito são expressão do momento globalizado sob aquecimento e desemprego.
Ventos fortes, chamas enormes, mais de 60 mortos, mil soldados em batalha contra as labaredas. A União Européia envia aviões de água, a polícia já interroga parentes distantes de Costa Gravas em busca de culpados.
A lógica deles é que há eleições municipais marcadas para setembro etc - ou seja, em todo o mundo os aparelhos estatais continuam operando com softwares anteriores à mudança climática que está na raiz do novo Fogo do Olímpio.