Thursday, December 6, 2007

Só falta vontade política para EUA seguir resto do mundo e cortar emissões de gases do efeito estufa

Os Estados Unidos tem condições de adotar rapidamente um plano de eficiência energética de baixo impacto sobre os custos de sua economia,  semelhante ao que foi anunciado ontem na Conferência das Nações Unidas para o Clima, na Indonésia, se houvesse vontade política por parte do ocupante da Casa Branca.
 

A oponião foi expressa hoje por diversos observadores e artigos na midia, com base em estudos recentes da indútria americana e do movimento ambientalista. Lester Brown, da Live Earth, aplaudiu o plano alemão embora ressaltando que ele parte de um nivel muito elevado de emissões em 1999, para fixar a meta de 36% de corte até 2020.

Anunciado pela primeira ministra Angela Merckel, que está procurando compensar a falta  de apoio do Partido Verde ao seu governo conservador, o plano de Berlim baseia-se em mecanismos de mercado (incentivos e desestimulos) e politicas publicas para melhorar eficiencia energética, melhores tecnicas de isolamento de edificios e investimentos em novas fontes de energia renovável.

Fica claro a relação entre a politica americana e a decisão do pais responsável por mais de 20% das emissões de gases do efeito estufa em ficar fora do tratado de Kyoto desde que Geroge Wallace Bush assumiu a presidencia dos Estados Unidos.

Um relatorio divulgado semana passado mostra que os EUA poderiam fazer um esforço maior do que este anunciado pela Alemanha, basicamente através de investimentos em eficiencia energetica.

Conclusões similares foram apresentadas tanto por organizações ambientalistas não-governamentais (ongs) quanto por entidades empresariais, incluindo as grandes lideres do setor energetico na America do Norte.

O plano alemão vai custar aos cofres publicos apenas - dizem os analistas - o equivalente ao que os Estados Unidos gastam a cada sete meses na guerra do Iraque: cerca de US$ 45 bilhões ao longo dos proximos anos.

Até agora os cerca de 10 mil participantes da conferencia na ilha de Bali não tiveram grandes emoções alem do plano Merckel.

A novidade é que os Estados Unidos, mesmo isolados agora como única grande nação a não aderir ao esforço decorrente de Kyoto, continuam enrolando nas mesas de negociação e propondo passos inermediários antes de se chegar a moldura de um futuro acordo mundial em torno de metas para cada um reduzir suas emissões de carnbono.

Os EUA ficaram isolados depois que a Australia elegeu um parlamento progressista e o novo primeiro ministro anunciou a adesão do país a Kyoto, deixando Bush sozinho. O primeiro ministro australinao, Kevin Rudd, está agora dando trabalho ao governo americano.

Ele pediu que os Estados Unidos sigam o passo da Australia e se unam ao resto do mundo no esforço para enfrentar as consequêndias do aquecimento global.

Posted by Joao Arnolfo at 18:22:51
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