Wednesday, August 29, 2007

Favorável à descriminalização do aborto, Lula indicou pro Supremo nome de “amigo” católico

Que no Brasil ninguém é santo e Brasília não é colégia de freira todo mundo sabe.

Mas a que corre desde ontem entre orkuteiros é demais: presidente Lula teria enviado ao Congresso, para ser detonado, o nome de um “grande amigo” dele que é contra o aborto.

E não é que de tão amigo teria topado a parada para abrir caminho à aprovação do aborto sem muita chiadeira da Igreja?

Indícios para essa teoria conspiratoriana brasiliana não faltam: 

1) Lula é a favor do aborto, já disse várias vezes isso pra todo mundo (acho que até eu que sai meio surdo da cadeia já ouvi o companheiro explicar que está convencido etc e tal).

2) Lula não dá conta de peitar a Igreja católica nas ruas e fazer com que o Congresso aprove no mínimo a descriminalização do aborto;

3) Como sua assessoria está desfalcada e nem o correto Jobão encontra fácil gente boa pra tocar a Anac, Lula achou melhor adotar um negócio que ele viu na tv dias atrás e perguntou pra dona Marisa.

-Teoria do bode, companheiro!.Ah, bão.

Posted by Joao Arnolfo at 19:24:25 | Permalink | No Comments »

Wednesday, July 11, 2007

Congresso se reúne hoje para votar LDO: Renan deve ficar longe

As pessoas vêem o recesso chegando em Brasília e se perguntam, antecipando o pior:

-Vai acontecer alguma coisa com esse pessoal, agora que tudo vai parar no recesso parlamentar?

Melhor é que vai.

Já aconteceu com Joaquim Roriz (PMDB-DF) algo que parecia impossivel aos olhos comuns, devido ao poder acumulado no voto do povão.

Está acontecendo com o sucessor de Roriz, o distrital denunciado por grilagem, emendas suspeitas e lavagem de dinheiro, Gim Argello (PTB-DF). Todo mundo sabe que não tem a menor chance de não ser condenado no conselho de ética e no plenário do Senado.

É só tomar posse pra ver (tanto é que deixou para quando chegar agosto).

O histórico escândalo - que seria de rir se não fosse de chorar pelo desperdicio de dinheiro com formação e sustento de mini-oligarquias dos grotões no ciclo pós-ditadura - tem no centro o corajoso presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A sorte de Renan já está jogada há muito tempo - desde que saiu a primeira matéria da Veja, mas a coisa se fechou mesmo quando do primeiro discurso ele virou o foco para a criancinha como se o povo fosse bobo de não querer saber de onde estava vindo o dinheiro  entregue pelo conhecido lobista da Mendes Júnior S/A.

Hoje à noite haverá sessão conjunta do Congresso, no plenário da Câmara.

Renan convocou  mas não tem, digamos, condições políticas de aparecer para presidir os trabalhos destinados a aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias  para 2008.

Sem a LDO ninguém entra em recesso - e Renan ainda não ficou louco de se responsabilizar por esta ameaça para quase 600 congressistas e seus familiares, bem como para outros milhares de servidores e funcionários que já planejaram férias de uma ou duas semanas a partir do dia 18…

Vamos ver hoje à noite, se todo mundo tem juízo…

Posted by Joao Arnolfo at 13:18:34 | Permalink | No Comments »

Saturday, July 7, 2007

Veja mostra como Renan Calheiros e familia ganham dinheiro na política das Alagoas

A  oligarquiazinha arrebanhada por Joaquim Roriz no sertão politico do centro-oeste está se desvanecendo - e poluindo o ambiente com gas metano de padridão em todas as áreas da vida na republiqueta do DF.

Mais grave é o que acontece com a oligarquia fertilizada por Renan Calheiros na republiqueta das Alagoas ( não confundir com o Estado de Alagoas ) - vai começar a esvair-se, mas vendendo fazendas superfaturadas é provável que consiga reinflar-se novamente por gerações.

A revista Veja que começou a ser enviada para os assinantes vips neste inicio de manhã traz coisas horrorosas sobre os negócios de Renan Calheiros e de seus familiares, deputados, prefeitos, primos e fantasmas.

Blogão do  Noblat  publicou mais cedo, recebeu às 6h da Veja.

Aqui, um bloguinho que mal saiu do aquário de ciberfocas, publica agora o release antecipado da Veja deste fim de semana:

Negócios milionários

Nos últimos anos, a fortuna de Renan Calheiros e de sua família não pára de crescer. Somenteuma transação com a cervejaria Schincariol rendeu 17 milhões de reais de lucro aos Calheiros, num negócio crivado de estranhezas  

Por Octavio Cabral

O senador Renan Calheiros já presidiu mais de dez sessões do Senado desde que veio a público a revelação de suas relações promíscuas com um lobista de empreiteira. Nenhuma delas, porém, foi tão devastadora quanto a sessão de terça-feira passada. Durante duas horas e cinqüenta minutos, dezessete senadores pediram a palavra – e quinze exortaram Renan Calheiros a se afastar da presidência do Senado. Os pedidos em série começaram depois que o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, informou que seu partido decidira pedir o afastamento de Calheiros, tornando-se assim o quarto partido no Senado a fazê-lo.

“A posição decidida pelo PSDB é sugerir, e desta vez olhando nos seus olhos, que se afaste da presidência do Senado até o momento final das investigações”, disse Arthur Virgílio, dirigindo-se a Renan Calheiros. Daí em diante, outros senadores, de sete partidos diferentes, engrossaram o coro. Sentado à cadeira de presidente, com o semblante constrangido mas simulando frieza, Calheiros falou duas vezes na sessão. Em ambas, disse que não arredaria pé do cargo e chegou a afirmar que não sabia nem do que era acusado.

“É de quebra de decoro”, gritou, do plenário, o senador Demostenes Torres, do DEM de Goiás. Rememorando: Calheiros é suspeito de pedir a Cláudio Gontijo, lobista da Mendes Júnior, para pagar a pensão e o aluguel da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de 3 anos. Para defender-se da suspeita, o senador apresentou um calhamaço de documentos dizendo que lucrara 1,9 milhão de reais nos últimos quatros anos. Com isso, queria provar que tinha dinheiro para pagar à jornalista. Os documentos, porém, eram inconsistentes e acabaram mostrando a excepcional evolução do seu patrimônio – estimado hoje em 10 milhões de reais.

A papelada revelou que o senador não tinha fazenda nem gado até 2002 e, nos últimos quatro anos, subitamente se mostrou um notável sucesso como pecuarista. Na semana passada, VEJA encontrou outro negócio no qual os Calheiros merecem medalha de ouro. Trata-se de uma fábrica de tubaína, construída em 2003, que, nas avaliações mais otimistas, vale menos de 10 milhões de reais. Em maio do ano passado, porém, os Calheiros conseguiram vendê-la à Schincariol, a segunda maior cervejaria do país, por 27 milhões de reais. Um negócio estupendo.

Em 2003, o deputado Olavo Calheiros, irmão do senador, resolveu abrir a Conny Indústria e Comércio de Sucos e Refrigerantes, em Murici, no interior de Alagoas, terra natal dos Calheiros. Ganhou, de graça, um terreno de 45.000 metros quadrados, avaliado em 750.000 reais. O doador foi a prefeitura de Murici, na época comandada por Remi Calheiros, irmão de Olavo e Renan. A prefeitura também deu à fábrica isenção por três anos no pagamento de água, insumo essencial para uma fábrica de refrigerantes.

Com terreno e água de graça, Olavo bateu à porta do Banco do Nordeste, o BNB, e conversou com o gerente José Expedito Neiva Santos, que fez gestões junto ao BNDES para conceder ao deputado um empréstimo de 6 milhões de reais, com vencimento em vinte anos. O gerente Expedito Santos aceitou, como garantia do empréstimo, a escritura de uma fazenda que o Ministério Público suspeita ser falsificada. Concluído o empréstimo, o gerente, por indicação de Renan Calheiros, foi promovido a superintendente estadual do BNB em Alagoas.

Com fábrica instalada, água e terreno de graça e dinheiro para pagar em duas décadas, a Conny, ainda assim, foi um completo fracasso. Três anos depois, só vendia refrigerantes na região de Murici. Tinha apenas 0,1% do mercado nordestino. Devia 150.000 reais em contas de luz, não pagava o empréstimo e já devia 9,9 milhões de reais ao BNDES. A situação era tão lamentável que a fábrica recorria contra dívidas irrisórias. Entrou com ação judicial para não pagar a anuidade de 1.600 reais ao Conselho Regional de Química.

Também foi à Justiça para não pagar 3.600 reais por ano de taxa de fiscalização ao Ibama, o órgão que cuida do meio ambiente. Sofria até ação de cobrança do Inmetro, que fiscaliza o padrão e a qualidade dos produtos no país. O Inmetro cobrava 900 reais da fábrica dos Calheiros. Com as contas no vermelho e prestes a fechar as portas, a fábrica conseguiu ser negociada por 27 milhões de reais. Olavo pagou as dívidas – e embolsou 17 milhões de reais, limpinhos, conforme a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, que autorizou o negócio.

Na época, a Schincariol explicou que comprara a fábrica para expandir sua presença no mercado nordestino. Pagou um preço exorbitante. Um especialista no setor ouvido por VEJA diz que se constrói uma fábrica semelhante à da Conny com 10 milhões de reais – menos da metade do que a Schincariol desembolsou. Em junho passado, a mesma Schincariol comprou a Indústria de Bebidas de Igarassu, no interior de Pernambuco, que fabrica a cerveja Nobel. A Igarassu é maior do que a fábrica dos Calheiros, tem 10% do mercado de Pernambuco e capacidade para produzir 5 milhões de litros por mês, contra 4,5 milhões da fábrica dos Calheiros.

Ainda assim, mesmo sendo maior e mais importante, a Igarassu saiu por 10 milhões de reais. Em janeiro passado, a cervejaria Baden Baden, de Campos do Jordão, no interior paulista, famosa por fabricar cerveja artesanal, também foi adquirida pela Schincariol. A Baden Baden faturava 5,5 milhões por ano e vinha aumentando sua participação no mercado de produtos sofisticados. Saiu por 30 milhões de reais, apenas um pouco a mais do que a Conny dos Calheiros. A pergunta que fica é: por que a Schincariol pagou tanto à família Calheiros?

As atividades do senador Renan Calheiros em Brasília podem ser uma pista. Depois que a fábrica em Murici foi vendida, o senador interessou-se pelas dificuldades da Schincariol em Brasília, já que, um ano antes, seus cinco dirigentes haviam sido presos pela Polícia Federal sob acusação de sonegação de 1 bilhão de reais. O senador esteve pelo menos três vezes no Ministério da Justiça para saber dos desdobramentos da Operação Cevada, que prendeu os donos da cervejaria. Também andou visitando a cúpula do INSS, que planejava executar dívidas previdenciárias de cerca de 100 milhões de reais da Schincariol.

As dívidas, como que por mistério, não foram executadas até hoje. Ou melhor: o INSS executou, sim, mas apenas uma dívida de 49.700 reais. Renan Calheiros andou, também, pela Receita Federal, onde chegou a falar sobre uma multa milionária que o órgão aplicaria à Schincariol. Sabe-se lá por quê, até hoje a empresa não sofreu multa milionária nem a cobrança do 1 bilhão de reais sob suspeita de sonegação. Melhor que isso: a Receita, em vez de manter a contabilidade da dívida centralizada, pulverizou-a pelos seis estados onde a Schincariol tinha fábrica na época. Isso complica e retarda uma cobrança de dívida.

Na semana passada, depois da sessão do Senado em que os parlamentares pediram o afastamento de Renan Calheiros, o Conselho de Ética voltou a trabalhar, escolhendo três relatores para o caso. Decidiram completar a perícia da Polícia Federal sobre a papelada dos negócios do senador e analisar a evolução do seu patrimônio. A venda da fábrica em Murici, formalmente, está fora da investigação porque foi um negócio do deputado Olavo Calheiros, e não do senador. No entanto, os negócios de ambos se entrecruzam o tempo todo. Um compra fazenda do outro. Um arrenda terras para o outro. O gado de um anda na fazenda do outro, e vice-versa.

Os dois também se revezam no Congresso quando se trata de despejar dinheiro na obra do Porto de Maceió, tocada pela empreiteira Mendes Júnior. Em 2001, 2002 e 2003, o deputado fez emendas para a Mendes Júnior. Nos anos seguintes, 2004 e 2005, foi a vez do senador. Sob esse aspecto, a modesta fábrica de tubaína em Murici que conseguiu ser negociada por 27 milhões de reais poderia despertar a atenção dos membros do Conselho de Ética. A suspeita que o negócio desperta é a seguinte: será que, além de usar o lobista da Mendes Júnior, o próprio senador Renan Calheiros se converteu num lobista da cervejaria Schincariol?

Ninguém sabe, mas há duas certezas na história. Uma delas é que a cervejaria tem apreço pela família Calheiros, tanto que foi a principal financiadora da campanha do deputado Olavo Calheiros e do seu outro irmão, o deputado Renildo Calheiros. Ambos receberam 200.000 reais da empresa. A outra certeza é que os irmãos atuam como líderes da bancada da cerveja, composta de 41 parlamentares que defendem os interesses do setor. A Schincariol diz que vai começar em breve a fabricar o suco Skinka em Murici, mas prefere não fazer nenhum comentário sobre sua relação com o senador Renan Calheiros e seus irmãos deputados. “

Posted by Joao Arnolfo at 14:24:54 | Permalink | No Comments »

Thursday, June 28, 2007

Prevendo cassação, Roriz deverá ser mais esperto do que Renan e renunciar antes da abertura do processo

Se não renunciar ao mandato de senador da República, Joaquim Roriz corre o risco de nunca mais voltar à política - pois está praticamente certo que na terça ou quarta será aberto o processo no Conselho de Ética, como pedem requerimento do PSoL e mobilização de rua multipartidária no fim de semana.

Se bobear, achar que não será aberto processo por decoro parlamentar, dança. Mesmo porque até o corregedor, delegado-senador Romeu Tuma já disse que há sim quebra de decoro na conversa gravada pela polícia (de Brasilia) e confirmada por nota à imprensa sobre a tal bezerra de ouro.

O processo so perde razão de ser, após aberto, se o réu renunciar. Mesmo assim os autos devem ser remetidos ao Ministério Público e à polícia, se for o caso.

Como em Brasilia Roriz era o líder de uma extensa máfia, que envolve deputados como Pedro Passos, empresário do ramo da grilagem de terras públicas, que começou na vida pública com o escândalo de uma  gravação telefônica, sobre rolo de terra no Lago Sul.

Ouça trechos da fita, na barra lateral à sua direita. 

Quase fez Roriz perder eleição em 2002 (ganhou no tapetinho com apenas 1% dos votos de diferença, vê se pode) mas se elegeu o último deputado.

Mês passado estreou na carceragem da Polícia Federal, agora por rolo com emendas superfaturadas para a Gautama.

Com esse tipo de amizade, fica difícil imaginar o coronel do cerrado sendo salvo por algum amigo milagreiro nesta altura da vida de choradeira e boi de milhão.

 http://www.blogdojoao.com !  http://joaoarnolfo.blog.com ! http://www.viaecologica.comhttp://religiao.blog.com

Posted by Joao Arnolfo at 23:50:25 | Permalink | No Comments »