Wednesday, September 12, 2007

Renan está se defendendo, vai começar a votação com clima de absolvição no ar

Daqui a uma hora, mais ou menos, teremos a decisão no plenario do Senado: será cassado ou absolvido?

Neste momento está se defendendo da tribuna o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Treze deputados obtiveram o direito de estar dentro do plenarinho azul do Senado, que está se revelando uma bagunça e uma casa sem qualquer transparência, ao contrário da Câmara dos Deputados.

Se Renan for absolvido, o Senado entrará em crise institucional - a menos que a tempo o  senador Calheiros renuncie à presidência do Senado e do Congresso.

A especulação é que o acerto na manhã de hoje foi selado com o ex-presidente José Sarney e o presidente Lula, via telefone.

O PTapoia a absolvição de Renan e ele, nas próximas horas, renuncia ao cargo de presidente e mantém o mandato.

Acharam que ficar oito anos de castigo é demais para a corrupção diluida no tempo e ainda sem total tipificação dos crimes apontados.

Vamos ver se Renan mantem a palavra ou não.

Os processos na justiça correrão normalmente se não houver acordo e pode haver outras sessões como esta, com os pedidos ao conselho de ética (estão prontos).

Se for cassado, tudo que for apurado vai para o Ministerio Público, onde ele já tem processo correndo.

Os jornalistas estão chateados com o exagero da segurança, criando um ambiente de muita frustração para quem transmite e quem recebe a mensagem.

Posted by Joao Arnolfo at 21:12:16 | Permalink | No Comments »

José Sarney pode presidir o Senado novamente se Renan renunciar ao cargo para tentar salvar mandato no plenário

O ex-presidente da República, José Sarney(PMDB-AP), pode ser eleito novamente para presidir o Senado e o Congresso, em substituição a Renan Calheiros (PMDB-AL), prestes a ser cassado em sessão do plenário do Senado marcada para amanhã (11).

Está em fase final um acordo pelo qual as partes  sairiam menos arranhadas:

* Renan já sabe que não tem mais a maioria dos votos no plenario (teria cerca de 30 fiéis) e só pode ser salvo se o PT resolver fechar questão em sua defesa - ou seja, Renan agora depende mais do que nunca do presidente Lula da Silva para ficar ou não na vida politica nacional pelos proximos oito anos.

* Ao Palácio do Planalto nunca interessou a derrubada de Renan, tocada com dificuldade pela oposição de esquerda (PSoL), centro (PSDB) e de direita (DEM), sem falar no PMDB Ético (Jeferson Peres, Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos etc).

* As acusações contra o ainda presidente precisam ser melhores qualificadas, o que será feito de qualquer jeito pelo Ministério Público, seja ele cassado ou não.

* Sem saída, Renan aceitou finalmente renunciar ao cargo de presidente da Mesa Diretora do Senado, em troca de receber apoio formal do PT para ganhar no plenário o arquivamento do pedido de cassação feito pelo conselho de ética com base nas acusações do PSoL.

*A sessão secreta facilita o acordo: se Renan renunciar até antes da sessão, será possivel reverter a situação - mas em troca todo mundo quer Renan longe da presidência do Senado, por motivos óbvios.

Se conseguir convencer o PT de que está falando sério, Renan ainda tem o problema principal: o PMDB ainda está dividido, como sempre, em torno de quem será o novo presidente do Senado: José Sarney ou Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)?

No inicio da noite, o placar em off no Congresso indicava maior peso para o ex-presidente Sarney, que já presidiu antes o Senado, com maestria.

Mas Renan ainda insiste: não faz parte do seu vocabulario a palava “renúncia”, disse há pouco.

Talvez ele pense melhor nas próximas horas.

 

Posted by Joao Arnolfo at 00:20:28 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, August 1, 2007

PSol e Gabeira voltam à carga contra Renan exigindo investigação das relações com Schincariol

Com o apoio de outros parlamentares, como o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) entrou no final da tarde com nova representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Desta vez, pedem que sejam investigadas as relações da família Calheiros com a cervejaria Schincariol, conforme matéria publicada pela revista Veja, em 11 de julho, e ainda as denúncias a respeito de uma suposta apropriação ilegal de área rural em Murici (AL).

- É uma solicitação de abertura de procedimento investigatório para avaliar indícios relevantes de crime contra a administração pública, tráfico de influência, intermediação de interesse privado, exploração de prestígio e abuso das prerrogativas asseguradas aos parlamentares em várias áreas - disse à Agência Senado a presidente do PSOL, ex-senadora Heloísa Helena, que protocolou a representação na Secretaria Geral da Mesa. 

“Tivemos mesmo que recomeçar a carga contra o Renan, não teve outro jeito, não larga o osso” - lamentou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que trabalhou no recesso no acompanhamento do caso no Senado e na CPI do Apagão Aéreo.

Luciana Genro, Ivan Valente (PSoL),  Gabeira e outros “éticos” estiveram no analisando durante julho os aspectos regimentais e jurídicos da situação de Renan, preocupados com a ampliação da crise politica na retomada dos trabalhos legislativos se não houver uma definição clara sobre a cassação do presidente do Senado.

Na fila do conselho de ética, chamado pelos jornalistas de corredor da morte, já está o senador Gim Argello (PTB-DF), que teve a coragem de assumir um dia antes do recessso, claro, para tentar não chamar a atenção da mídia já está sob investigação do corregedor Romeu Tuma (DEM-SP).

Na Câmara,  o PSoL está pedindo a investigação da denúncia de que o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) teria recebido R$ 20 mil da construtora Gautama, do escândalo da Operação Navalha, da Polícia Federal.

Pode dar cassação também.

Hoje na volta do recesso, a Câmara promoveu sessão de homenagem a dois deputados que morreram no recesso de 15 dias (um deles no acidente de Congonhas, o outro de doença pulmonar).

Amanhã cedo começa a votar medidas provisórias, para variar. 

No Senado a pauta a pauta está trancada pela  Medida Provisória 366 - aquela pela qual o Governo Lula subdividiu o Ibama, para criar o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade.

Os funcionários do Ibama, contrários à divisão sem estudos, prometeram voltar à greve assim que o Senado voltasse a trabalhar. A matéria já foi aprovada na Câmara numa primeira votação, se fosse aprovada pelo Senado sem alterações iria direto par sanção presidencial. Se houver modificação, volta para a Câmara e Senado novamente.

Só que o Senado não consegue voltar a trabalhar de verdade mesmo tão cedo. Com o presidente da Casa acuado como está o senador Renan Calheiros, será praticamente impossível chegar a consenso para se colocar em pauta e votar a MP 366 -  a menos que o Governo corra o risco de perder no plenário, onde tem maioria mais folgada do que na Câmara.

Se e quando for destrancada a pauta, o Senado tem que tratar rapidamente de  matérias da área econômica como  a  questão da prorrogação da CPMF e a desvinculação das receitas da União (DRU),  essencial  para o controle das contas públicas e o equilibrio fiscal que mantém a inflação baixa.

Enfim, se não houver uma solução rápida a crise de Renan contaminará o Congresso e paralisará o governo.

Posted by Joao Arnolfo at 22:51:27 | Permalink | No Comments »