Wednesday, September 12, 2007

Gabeira e Jungman liberam à força a sessão do Senado para entrada de deputados

12/09/2007 por João Arnolfo

A troca de empurrões hoje na porta do plenario do Senado, antes do inicio da sessão para cassar ou absolver o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), deve alterar o resultado da votação secreta que sairá até o final da tarde, de acordo com senadores e analistas políticos ouvidos há instantes.

“Com mais de duas horas de reunião, já ficou menos provável a absolvição de Renan porque os senadores já têm a dimensão do estrago que haverá na imagem da casa se não houver o atendimento do clamor público pela cassação”, disse um deles, antes de entregar o celular na mesa diretora do plenario. 

Já falaram vários senadores, a favor e contra Renan. A defesa mesmo só poderá ser feita ao final, antes da votação também secreta.

Lá dentro, o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC) lembrou que não podem falar ao celular e com isso alguns lenvataram e entregaram seus senadores.

Viana autorizou a entrada de 13 deptuados fedeais, seguindo uma orientação do STFque provocou tumulto e briga.

Vice-presidente do Senado,  Tião Viana admitiu so 13 deputados e Gabeira tentou entrar com Jungmann, houve briga e o STF acatou outro pedido que liberou a entrada de todos os deputados. 

Fernando Gabeira, cotado para ser o novo líder do Partido Verde na Câmara dos Deputados, não deu socos em ninguém, muito menos em seu amigo senador Tião Viana, como sairam em emissoras de rádio do país todo.

O que houve foi um tumulto, com empurra-empurra, e os seguranças se desentenderam com o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

Ao se ver agredido  pelo segurança, o deputado adotou posição de luta para enfrentar os seguranças orientados pela direoria amando de Calheiros.

“Isso terá que ser punido”, disse Jungman, que partiu para cima do segurança do Senado que o agrediu.

Caiu no chão - e Jungmann impediu por instantes que o segurança recuperasse - uma pistola de choque elétrico, que agora se sabe que estão usando no Congresso.

O vice-presidente Tião Viana informou pela assessoria que já mandou abrir investigação sobre a atitude dos seguranças e quem deu ordem para eles agirem contra deputados.

Eles tinham ordem para não deixar entrar ninguém além dos 81 senadores que estão lá dentro neste momento e da secretária-geral do Senado com sua assessora. Os microfones estão desligados.

Gabeira é amigo de Tião Viana há longa data, explicaram assessores do Partido Verde, e só adotou aquela atitude de abrir caminho à força no corredor formado pelos seguranças porque o Senado estava agindo de maneira ilegal ao vetar acesso de representantes da população, como são os deputados, no plenário dos representantes das unidades da federação, como é o Senado.

Com o gesto, Gabeira e Jungmann marcaram posição, sairam nos jornais da hora do almoço e tornaram-se símbolos da resistência parlametnar à pizza que se preparava no escurinho da sessão secreta com voto secreto.

Agora, se Renan for inocentado, os manifestantes que estão em volta do Congresso prometem dar trabalho daí em diante.

Quem está dando muito trabalho ao país é Renan Calheiros, desde que resolveu se meter com jornalista e não cumpriu a palavra.

 

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Wednesday, August 1, 2007

PSol e Gabeira voltam à carga contra Renan exigindo investigação das relações com Schincariol

Com o apoio de outros parlamentares, como o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) entrou no final da tarde com nova representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Desta vez, pedem que sejam investigadas as relações da família Calheiros com a cervejaria Schincariol, conforme matéria publicada pela revista Veja, em 11 de julho, e ainda as denúncias a respeito de uma suposta apropriação ilegal de área rural em Murici (AL).

- É uma solicitação de abertura de procedimento investigatório para avaliar indícios relevantes de crime contra a administração pública, tráfico de influência, intermediação de interesse privado, exploração de prestígio e abuso das prerrogativas asseguradas aos parlamentares em várias áreas - disse à Agência Senado a presidente do PSOL, ex-senadora Heloísa Helena, que protocolou a representação na Secretaria Geral da Mesa. 

“Tivemos mesmo que recomeçar a carga contra o Renan, não teve outro jeito, não larga o osso” - lamentou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que trabalhou no recesso no acompanhamento do caso no Senado e na CPI do Apagão Aéreo.

Luciana Genro, Ivan Valente (PSoL),  Gabeira e outros “éticos” estiveram no analisando durante julho os aspectos regimentais e jurídicos da situação de Renan, preocupados com a ampliação da crise politica na retomada dos trabalhos legislativos se não houver uma definição clara sobre a cassação do presidente do Senado.

Na fila do conselho de ética, chamado pelos jornalistas de corredor da morte, já está o senador Gim Argello (PTB-DF), que teve a coragem de assumir um dia antes do recessso, claro, para tentar não chamar a atenção da mídia já está sob investigação do corregedor Romeu Tuma (DEM-SP).

Na Câmara,  o PSoL está pedindo a investigação da denúncia de que o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) teria recebido R$ 20 mil da construtora Gautama, do escândalo da Operação Navalha, da Polícia Federal.

Pode dar cassação também.

Hoje na volta do recesso, a Câmara promoveu sessão de homenagem a dois deputados que morreram no recesso de 15 dias (um deles no acidente de Congonhas, o outro de doença pulmonar).

Amanhã cedo começa a votar medidas provisórias, para variar. 

No Senado a pauta a pauta está trancada pela  Medida Provisória 366 - aquela pela qual o Governo Lula subdividiu o Ibama, para criar o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade.

Os funcionários do Ibama, contrários à divisão sem estudos, prometeram voltar à greve assim que o Senado voltasse a trabalhar. A matéria já foi aprovada na Câmara numa primeira votação, se fosse aprovada pelo Senado sem alterações iria direto par sanção presidencial. Se houver modificação, volta para a Câmara e Senado novamente.

Só que o Senado não consegue voltar a trabalhar de verdade mesmo tão cedo. Com o presidente da Casa acuado como está o senador Renan Calheiros, será praticamente impossível chegar a consenso para se colocar em pauta e votar a MP 366 -  a menos que o Governo corra o risco de perder no plenário, onde tem maioria mais folgada do que na Câmara.

Se e quando for destrancada a pauta, o Senado tem que tratar rapidamente de  matérias da área econômica como  a  questão da prorrogação da CPMF e a desvinculação das receitas da União (DRU),  essencial  para o controle das contas públicas e o equilibrio fiscal que mantém a inflação baixa.

Enfim, se não houver uma solução rápida a crise de Renan contaminará o Congresso e paralisará o governo.

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CPI abre a degravação da caixa-preta do Air Bus da TAM e Gabeira pede cautela

Congresso abriu quente com transmissão pela TV Câmara da audiência da CPI do Apagão Aéreo, onde estão bravos com o fato de a caixa-preta do Air Bus da TAM, acidentado em Congonhas, ter vazado para a imprensa.

Aeronáutica nega que tenha vazado para a Folha de São Paulo.

Deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) acusou a TAM e a Air Bus terem interesse no vazamento das degravações da caixa-preta para jogar a culpa toda em cima dos pilotos, que morreram e não podem se defender 

Fernando Gabeira disse há pouco:

1) A imprensa é paga para desvendar e não para ocultar, então não há problemas com nada que está na imprensa, é so noticia e é o papel dela;

2) Esta noticia  (sobre o conteudo da caixa-preta) foi acessada também por pessoas que nao são brasileiras, ligadas a Air Bus e à TAM.

3) A CPI  deveria ser mais precavida também, vamos saber se é verdade, vamos primeiro ter precaução e discutir direito o que ha de certo e de parcial nesta informação, ouvindo a fita primeiro, com cuidado.

Estão divididos entre abrir ou não a seção, mas segredo aqui não existe, com a mídia toda em volta.

Vão abrir a caixa-preta na comissão e isso vai acabar vazando e cosntrangendo as pessoas, familiares vão ficar tristes com os gritos dos pilotos etc, e haverá disputa envolvendo milhões de reais em indenizações com base neste conteudo das caixas-pretas.

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Thursday, July 26, 2007

Renan aparece na tv de Collor e diz que não é Severino Cavalcanti

Renan Calheiros e comitê de crise pensavam em aproveitar o recesso, o PAM (e até o desastre da TAM “ajudou”, no caso) para submergir e esperar a midia esquecer. 

Mas teve foi que providenciar uma ofensiva publicitária de emergência para responder à confirmação oficial da denúncia da Globo de que pelo 2 das firmas que ele aponta como compradoras de carne em Alagoas são de fachada, pelas novas perícias do próprio Senado em busca de dados para a Polícia Federal.

Carlos de Lanoy, garra de repórter novo, já tinha mostrado isso no Jornal Nacional mês passado - foi lá conferir e viu de perto como são falsos os bois de ouro do senador.

Aliás, Paulo Lacerda, da Federal, mandou avisar que no maximo em 10 dias “sai alguma coisa”, mas o prazo mesmo para responder ao pedido de nova perícia vai até 15 de agosto.

Ou seja: caso Renan só andará na segunda metade de agosto.

Ontem o senador  foi ao programa Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, repetidora da Rede Globo e controlada pelo senador Fernando Collor (PTB-AL).

Gustavo Krieger escreve hoje no Correio Braziliense que  Renan e Collor mantêm “boas relações políticas”.

Isso inclusive explica muita coisa que vinha acontecendo na Mesa do Senado ultimamente: ninguém conseguia explicar porque o presidente do Senado não atendia desde abril o pedido da Frente Ambientalista Parlamentar, com 300 deputados e senadores coordenados por Zequinha Sarney (PV-MA), para que fosse convocada sessão conjunta para ouvir o ex-quase futuro presidente americano Al Gore, no Congresso.

É que o convite da Frente atrapalhou outro que vinha sendo anunciado pelo recém eleito senador Fernando Collor, que achava que os marketeiros de Gore deixariam que ele viesse ao Brasil a seu convite, para aparecer ao lado da imagem negativa que o ex-presidente alagoano carrega (já reparou que ninguem gosta de sair em foto ao lado dele e de Maluf, por exemplo?).

“Deixa ele, ele já pagou seus crimes nestes oito anos de ostracismo”, tentou contemporizar o companheiro Zequinha, filho do ex-presidente José Sarney, tido até pouco tempo como aliado de Renan.

Collor voltou mais maduro, menos arrogante, mas além de uma plástica para o povão esquecer sua imagem seria bom fazer algo no plano, digamos, mágico- espiritual -  para tentar um dia  recuperar credibilidade fora de seu curral eleitoral, que parece ser o mesmo de Renan: o povo pobre e sem estudo do estado que os donos de engenho e usineiros da cana-de-açucar empobreceram social e ambientalmente desde os primeiros anos da chegada dos portugueses, cinco séculos atrás. 

Outro conflito de Renan com os verdes: ele vem acusando o golpe desferido por Fernando Gabeira (PV-RJ), que recentemente apareceu em pesquisa da Veja como o único deputado que integra uma roda de cinco ou seis parlamentares influentes que a população vê como realmente honestos e éticos (os outros todos são senadores).

E Gabeira prometeu ontem voltar à carga contra o presidente do Senado que “não quer largar o osso”, junto com seus amigos radicais do PSoL e aliados de ultima hora dos partidões de oposição (DEM e PSDB).

A versão de Renan: a crise no Senado seria artificial e Gabeira e o PSoL erram ao confundi-lo com o ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), que renunciou depois de ser acusado em plenário de corrupto por Fernando Gabeira, em cena histórica

“As pessoas pensaram que estavam diante de um fato consumado e de uma pessoa vulnerável, um novo ‘Severino’, mas erraram completamente. Em nome da minha dignidade vou resistir até a última hora” - promete o presidente que já não preside o Congresso mas acredita o contrário.

Enfim, o fantasma de Severino colou em Renan e não vai largá-lo enquanto ele não deixar pelo menos a cadeira de presidente do Senado.

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Friday, July 13, 2007

Cuidado com a fauna do cerrado em chamas para não misturar os gatos atrás dos ratos

Nessa época de clima quente e incêndio aqui no Planalto Central (foto) é preciso ter cuidado extra com a fauna.

Principamente nesta fase final de caça ao rato, para que os gatos não se misturem demais aos olhos da opinião pública.

Como presidente do Senado que se vê acuado a cada dia, ele exerceu ontem seu poder e tratou o pedido dos relatores do conselho de ética de forma protocolar, adiando a reunião da mesa para terça-feira.

Quebrou o acordo que fizeram em seu nome na noite anterior para viabilizar a votação da LDO na sessão do Congresso sem sua presença, por exigência de Fernando Gabeira (PV) e Chico Alencar (PSoL).

A estas lideranças da nova esquerda se junta a chamada Oposição, do PSDB e DEM, jogando no campo da direita também dita ética mas que tem como propósito não a limpeza da vida política brasileira, mas simplesmente derrubar um aliado de Lula e retomar espaços para 2010.

Aí é que mora o perigo - o diabo dos detalhes que o eleitor costuma cobrar, como fotos de gente de braço dado nas horas mais quentes. É preciso fazer aliança com Ônix e Caiado, com Tasso e Demóstenes?

Só pra dar o empurrão final em Renan que já tá tão balançado que já não se sustenta?

A de ontem foi uma manobra orientada pelas raposas velhas em volta dele. Não se fez nada fora da lei e jogou para o ultimo momento - sim, porque para o resultado da perícia nos documentos estarem de volta no início de agosto, após o recesso que começa dia 18, é preciso que o requerimento da mesa do Senado chegue à Polícia Federal até a semana que vem.

Isto vai acontecer na terça, 17, quando a mesa do Senado se reúne, no máximo na quarta, quando o Congresso entra em recesso até primeiro de agosto.

Imaginar que a mesa do Senado vai decidir em contrário, de não pedir mais perícia à Federal, já é demais - é o caso de se pensar então em levantar o povo com os carros de som.

Na Candelária, na Praça da Sé  e aqui na frente do Congresso.

Antes da casa cair, o povo vai pra rua. Cadê o megafone?

Por isso é bom não ser açodado pra pessoas do Bem não se envolver com o Dem(…o).

Digo, com figuras que daqui uns dias estarão no palanque oposto…

Vamos devagar que a história não precisa de holofotes - é invenção recente.

E batalhas decisivas costumam ser na calada da noite, só o dia seguinte clareia tudo.

Posted by Joao Arnolfo at 13:23:37 | Permalink | No Comments »