Wednesday, September 12, 2007

José Sarney pode presidir o Senado novamente se Renan renunciar ao cargo para tentar salvar mandato no plenário

O ex-presidente da República, José Sarney(PMDB-AP), pode ser eleito novamente para presidir o Senado e o Congresso, em substituição a Renan Calheiros (PMDB-AL), prestes a ser cassado em sessão do plenário do Senado marcada para amanhã (11).

Está em fase final um acordo pelo qual as partes  sairiam menos arranhadas:

* Renan já sabe que não tem mais a maioria dos votos no plenario (teria cerca de 30 fiéis) e só pode ser salvo se o PT resolver fechar questão em sua defesa - ou seja, Renan agora depende mais do que nunca do presidente Lula da Silva para ficar ou não na vida politica nacional pelos proximos oito anos.

* Ao Palácio do Planalto nunca interessou a derrubada de Renan, tocada com dificuldade pela oposição de esquerda (PSoL), centro (PSDB) e de direita (DEM), sem falar no PMDB Ético (Jeferson Peres, Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos etc).

* As acusações contra o ainda presidente precisam ser melhores qualificadas, o que será feito de qualquer jeito pelo Ministério Público, seja ele cassado ou não.

* Sem saída, Renan aceitou finalmente renunciar ao cargo de presidente da Mesa Diretora do Senado, em troca de receber apoio formal do PT para ganhar no plenário o arquivamento do pedido de cassação feito pelo conselho de ética com base nas acusações do PSoL.

*A sessão secreta facilita o acordo: se Renan renunciar até antes da sessão, será possivel reverter a situação - mas em troca todo mundo quer Renan longe da presidência do Senado, por motivos óbvios.

Se conseguir convencer o PT de que está falando sério, Renan ainda tem o problema principal: o PMDB ainda está dividido, como sempre, em torno de quem será o novo presidente do Senado: José Sarney ou Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)?

No inicio da noite, o placar em off no Congresso indicava maior peso para o ex-presidente Sarney, que já presidiu antes o Senado, com maestria.

Mas Renan ainda insiste: não faz parte do seu vocabulario a palava “renúncia”, disse há pouco.

Talvez ele pense melhor nas próximas horas.

 

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Wednesday, August 29, 2007

Favorável à descriminalização do aborto, Lula indicou pro Supremo nome de “amigo” católico

Que no Brasil ninguém é santo e Brasília não é colégia de freira todo mundo sabe.

Mas a que corre desde ontem entre orkuteiros é demais: presidente Lula teria enviado ao Congresso, para ser detonado, o nome de um “grande amigo” dele que é contra o aborto.

E não é que de tão amigo teria topado a parada para abrir caminho à aprovação do aborto sem muita chiadeira da Igreja?

Indícios para essa teoria conspiratoriana brasiliana não faltam: 

1) Lula é a favor do aborto, já disse várias vezes isso pra todo mundo (acho que até eu que sai meio surdo da cadeia já ouvi o companheiro explicar que está convencido etc e tal).

2) Lula não dá conta de peitar a Igreja católica nas ruas e fazer com que o Congresso aprove no mínimo a descriminalização do aborto;

3) Como sua assessoria está desfalcada e nem o correto Jobão encontra fácil gente boa pra tocar a Anac, Lula achou melhor adotar um negócio que ele viu na tv dias atrás e perguntou pra dona Marisa.

-Teoria do bode, companheiro!.Ah, bão.

Posted by Joao Arnolfo in 19:24:25 | Permalink | No Comments »

Thursday, July 26, 2007

Nelson Jobim assume Ministério da Defesa com força no Congresso

Antigo líder do PMDB ético de Ulysses Guimarães, eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul e peça-cahve na derrubada de Fernando Collor em 1992, o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, parece que está agradando a gregos e goianos aqui no Congresso.

Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) pode até vir a ser o líder da bancada de Jobim na Câmara, onde o  ex-presidente do Suoremo Tribunal Federal (STF) ainda tem muitos amigos entre os nobres juristas da Casa.

Na posse, de surpresa,  o presidente Lula pediu a Jobim, ex-professor de Direito Constitucional da Universidade de Santa Maria (RS), que usasse “todas as suas forças” para fazer as mudanças que precisam ser feitas no Ministério da Defesa.

Lula só não disse que mudanças - é para tirar o serviço de controle de vôo da Aeronáutica ou é para comprar um novo porta-aviões para servir de aeroporo em algum lugar?

Jobim deve ter pensado mas não disse: este ministério nunca existiu, continua havendo os sub-ministros das três forças armadas em torno do ético e cansado Waldyr Pires, sem forças para salvar a si próprio das agruras da própria vida familiar, quanto mais cuidar da defesa da vida alheia nesta altura do campeonato em que se vão para o beleléu na base de 200 almas por vez como em Congonhas.

Lula admitiu que ha uma crise provocada pelo acidente com o Airbus 320 da TAM e que este é um momento de dor nacional, mas que deve ser aproveitado para “fazer definitivamente o que tem de ser feito no Brasil”:

“O Ministério da Defesa, tal como está, está aquém das exigências da sociedade brasileira”, admitiu Lula. “Precisamos de um ministério com a força suficiente para fazer as mudanças que precisam ser feitas”.

Ainda na cerimônia de posse, Lula deu  ao novo ministro uma missão:

- ”Eu queria lhe pedir, Nelson, já como o primeiro compromisso. Amanhã é a transferência de cargo, e, depois da transferência de cargo, eu acho que você deveria ir com o brigadeiro Juniti Saito (Comandante da Aeronáutica) ao Aeroporto de Congonhas”.

Também pediu que fosse visitar o “hospital onde está se fazendo o estudo de DNA; e que a gente assumisse o compromisso não apenas de resolver o problema aéreo brasileiro, mas sim dar uma resposta contundente à sociedade brasileira”. Segundo Lula, “não tem resposta de curtíssimo prazo, tem medidas que podem ser feitas amanhã e outras são de longo prazo”.

Ministro vai lá sexta-feira, pelo que deu há pouco a Agência Brasil.

Lula quase soltou outra mas se conteve a tempo, ao comparar a sorte do novo ministro, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal,  com a falta de sorte de Waldyr Pires nos ultimos tempos:

- ”Nelson, você vai ter mais sorte do que o Waldir porque nós agora vamos brigar muito mais para o Guido Mantega (Fazenda) ser mais flexível e para o Paulo Bernardo (Planejamento) ser mais flexível. Não apenas por causa da tragédia. É porque ao longo dessa crise nós fomos descobrindo falhas e que nós precisamos corrigir”.

Lulinha é incorrigível, mas deu uma dentro ao nomear Jobim: afastou-se rapidamente do PMDB menos ético de Renan Calheiros e Joaquim Roriz, em queda livre rumo à lixeira da história,  para se aproximar agora da ala dos peemedebistas do bem -  simbolizados pelo senador Pedro Simon, não por acaso também do Rio Grande, tchê. 

Mesmo porque o outro PMDB que sobra no poder, o do ex-presidente Sarney Filho, é muito singular e está engajado nestes movimentos do tabuleiro de xadrex do ministério Lula: Roseana é  líder de fato do governo no Senado, e como tal estaria encarregada de impedir que um Being defeituoso chamado Renan deslize e vire na pista enssaboada ao aterrissar no plenário em agosto ou setembro.

Vai ser dificil, ja cansaram de avisar à ex-governadora.

 

 
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Thursday, June 28, 2007

Prevendo cassação, Roriz deverá ser mais esperto do que Renan e renunciar antes da abertura do processo

Se não renunciar ao mandato de senador da República, Joaquim Roriz corre o risco de nunca mais voltar à política - pois está praticamente certo que na terça ou quarta será aberto o processo no Conselho de Ética, como pedem requerimento do PSoL e mobilização de rua multipartidária no fim de semana.

Se bobear, achar que não será aberto processo por decoro parlamentar, dança. Mesmo porque até o corregedor, delegado-senador Romeu Tuma já disse que há sim quebra de decoro na conversa gravada pela polícia (de Brasilia) e confirmada por nota à imprensa sobre a tal bezerra de ouro.

O processo so perde razão de ser, após aberto, se o réu renunciar. Mesmo assim os autos devem ser remetidos ao Ministério Público e à polícia, se for o caso.

Como em Brasilia Roriz era o líder de uma extensa máfia, que envolve deputados como Pedro Passos, empresário do ramo da grilagem de terras públicas, que começou na vida pública com o escândalo de uma  gravação telefônica, sobre rolo de terra no Lago Sul.

Ouça trechos da fita, na barra lateral à sua direita. 

Quase fez Roriz perder eleição em 2002 (ganhou no tapetinho com apenas 1% dos votos de diferença, vê se pode) mas se elegeu o último deputado.

Mês passado estreou na carceragem da Polícia Federal, agora por rolo com emendas superfaturadas para a Gautama.

Com esse tipo de amizade, fica difícil imaginar o coronel do cerrado sendo salvo por algum amigo milagreiro nesta altura da vida de choradeira e boi de milhão.

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