Monday, December 3, 2007

Chavez começa a perder apoio na Venezuela, estudantes comemoram derrota de proposta ditatorial

Reaçao positiva diante da derrota de Hugo Chavez na Venezuela, aqui na Europa, nesta manhã de segunda-feira fria e nublada.

A proposta que foi a referendo na Venezuela ontem acabaria com limites para a quantidade de mandatos que um presidente poderia ter… um absurdo!

Editoriais de tv com cobertura internacional, como a BBC e a CNN, destacam fortemente a comemoração de rua, com os estudantes à frente da classe media.

Isto deve servir de lição ao companheiro Hugo Chavez, bem que Lula avisou que não bastava copiar o vermelho do PT e os showmicios do Duda… muito menos ficar de tititi com o comandante Fidel, enrolando o bom velhinho com conversas populistas…

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Friday, August 3, 2007

Lula abre temporada sucessória com comandante Nelson e gerente Dilma

Não apenas a sucessão municipal começa a se definir - Lula disse que vai dar uma surra nos adversários em 2008 - como também a sucessão presidencial, em 2010.

Após ver mais de 400 mortes no apagão aéreo (incluindo velhinho que morreu de raiva num aeroporto), dona Marisa deu puxão de orelha no companheiro Lula (viram como ficou uma ponta vermelha, coitado, na foto de uma audiência logo após o fato?).

Deve ter dito algo assim: “Da próxima vez seremos nós, Luis”.

Lula choramingou depois com Nelson e com Dilma, contando o puxão de orelha - isso é o que me disse há pouco ao telefone o Diogo Mainardi.

Não tenho a menor idéia se é verdade. Ele não checa nada, nunca foi jornalista, é só um escritor que vende.

Como as antigas regras de jornalismo não valem mais na Era dos Blogs (e de desregulamentação da profissão pela blogosfera), todos atiram primeiro e perguntam depois, como no Velho Oeste a imprensa amarela fazia.

Lula diz que não fora avisado da crise aérea - que absurdo, prova que o PT não assessora direito o comandante-em-chefe sobre o que dizer, não é? Culpa não é do Lula, ora, ele é só o presidente…

Incrível - ele lê todo dia quando acorda, no café da manhã, o relatório interno com citações da midia.

Deve ter lido algumas primeiras páginas dos ultimos dez meses.

Deve ter lido até alguma bobagem mais grave, como do próprio rapaz dos folhetins.>

Deve ter visto resumos de alguns blogs - Blogão do Noblat,  bloguinho do João etc - falando que a crise de falta de comando e decisão rápida no governo do PT em geral é gravissima e so seria resolvida com um gerentão tipo Clóvis Carvalho (da época que PSDB preparava lançamento da estratégia de tomada do poder com o Plano Real, em 1994) com disponibilidade de 6 a 10 bilhões de reais no orçamento como contrapartida para resolver a crise estruturalmente com ajuda internacional e recuperação do setor

Ou Pedro Parente, que dirige um complexo de comunicação no Sul e está cuidando da vida.

Mas Lula não lembra de nada disso, será? Ou é porque antes tinha um fatwa do PT de que gente que fora do FHC não poderia dar sua contribuição ao governo popular.

Tá bom, a assessoria que o PT lhe dá é isso mesmo, companheiro. Sái daí logo enquanto é tempo - não da Presidência, como quer a direita, mas sim do PT (fica so de brincadeirinha, deixa Lulinha cuidar disso etc).

Vai montando o seu esquema com o PMDB do bem - coisas assim: o presidente Sarney agora precisa ajudar a acabar com a banda podre dentro do governo, vindo à tona, fazendo autocritica para ser aceito pelos líderes de opinião atuais não mais como cacique regional , mas agora como alguem agionardo.

Lula, lembre-se de tirar um tempinho para mandar não dar mais cargo sem chegar a ficha policial.

Melhor, acho bom barrar alguns partidos que estão na base de apoio enquanto não se acertarem com a Jutiça.

E você, companheiro, também tem agora fazer autocritica dentro da autocritica, algo que pode aprender pedindo uma sinopse multimidia de “Revolução dentro da Revolução”. Ou falar por email e googletranslator com Regis Debray, ou até com Daniel Cohen-Bendit, todo mundo é verde atualmente na Europa.

Aqui pra nós, Lula, companheiro precisa preparar o melhor tapete vermelho  - êpa! - para o Jobim assumir em primeiro de janeiro de 2011 e dar continuidade a este projeto que sobrou da nossa geração 68.

Agora, é melhor preparar com Marisa um plano antecipado tipo dois anos em Harvard, é uma boa, entende?

O Ciro Gomes, amigo comum, pode lhe ensinar como fazer isso baratinho, tipo 3 paus por cabeça por mês (ele ficou lá e o clima lhe fez muito bem).

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PS - Psiiiiuuu: falando baixinho, providencie paus americanos, de preferencia europeus, se é que entendem a mensagem “codificada” da corrente LUTI ( não tá errado não, como vcoÊs acham que todo mundo aqui no Planalto escreve errado, é de luta da terceira idade)…

PS 2: Não diga a ninguem, mas ta circulando na internet a versão de que um dos pilotos do Air Bus queria mesmo é sifu por causa da situação nacional e também outra versão de teorias conspiratorias: de que nós estaríamos envolvidos, na LUTI (pssiiiiii) numa armação par dar golpe parlamentarista assim que você deixar o espaço aéreo; dizem que estão envolvidos gente do sul, junto com Pinheiro, gente de Minas, como Franco, do Nordeste como Raul (Castro?) e da avenida Paulista, como codinome Sergio Volrta, na calada da noite…  mas não contem ao PT senão os incompetenmtes estragam a ação… dos velhinhos.

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Saturday, June 30, 2007

Matéria da Veja apressa o fim da Era Roriz no Distrito Federal

A matéria da edição da Veja que começou a circular hoje, com data de 4/7/07, entrerra o senador Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal, mais rapidamente do que o presidente do Senado Renan Calheiros, em primeiro lugar na lista de pedidos de investigação em tramitação no conselho de ética.

O novo presidente do conselho de ética do Senado está sendo escolhido neste fim de semana, já que Leomar Quintalinha está mais manchado no noticiário do que puleiro de galinha, como se diz em Goiás, de onde ele foi pro Tocantins. 

 Leia a íntegra da matéria da Veja sobre o coronel do centro-oeste, Joaquim Roriz: 

O dinheiro era para subornar

Joaquim Roriz usou dinheiro de Nenê Constantino para pagar propina a juízes

Por Diego Escosteguy:

O senador Joaquim Roriz, flagrado em uma conversa telefônica combinando a partilha de 2,2 milhões de reais, finalmente subiu à tribuna para explicar-se na semana passada. Com um discurso pronunciado à semelhança de Odorico Paraguaçu, o inesquecível personagem de folhetim que encarnava o aspecto folclórico da política, Joaquim Roriz repetiu o que dissera antes – só que, da tribuna, adicionou algumas lágrimas e muita retórica. “Quem em sua vida nunca pediu um empréstimo a um amigo?”, disse. “Será que um senador não poderia pedir um empréstimo a um amigo de longa data?”, repetiu. “Imaginem se pedir dinheiro emprestado é falta de decoro. Meu Deus! A que ponto chegamos?” No discurso, Roriz disse que pediu 300.000 reais ao seu amigo e empresário Nenê Constantino, dono da Gol Linhas Aéreas, para pagar uma bezerra. Constantino entregou um cheque de 2,2 milhões, Roriz sacou o dinheiro, reteve 300.000 reais e devolveu o restante, 1,9 milhão, ao empresário. A novidade é que, se parte do dinheiro foi mesmo usada para pagar uma bezerra, outra parte teve destino explosivo – serviu para subornar juízes do Tribunal Regional Eleitoral que livraram Roriz de cassação em 2006.

Na semana passada, VEJA conversou com um político que priva da intimidade do senador e que ouviu a confissão do pagamento da propina do próprio senador – e não de terceiros. Ele conta que, no começo de fevereiro passado, Joaquim Roriz recebeu seu suplente, o ex-deputado distrital Gim Argello, em sua casa. Conversaram sobre os boatos de que a decisão pró-Roriz do TRE teria sido comprada. A certa altura, travou-se o seguinte diálogo:

Argello – O Agnelo (refere-se a Agnelo Queiroz, ex-ministro e candidato derrotado ao Senado) me disse que a decisão foi comprada. É isso mesmo?

Roriz – É isso mesmo. Achei que o processo não ia dar em nada, mas tivemos de resolver. Tivemos de comprar dois.

Conforme o relato do político que detalhou o assunto a VEJA sob a condição de manter-se anônimo, “comprar dois” significa subornar dois juízes do TRE. Na mesma conversa, Roriz lembrou ao interlocutor que o mandato de senador também lhe pertencia. “O mandato também é seu, você precisa me ajudar”, apelou. “Tem de levantar 1,2 milhão”, detalhou. Roriz não explicou se 1,2 milhão de reais era o valor total da propina dos dois juízes ou se era a parte que faltava pagar. A solução não demorou a surgir. No dia 13 de março, conforme aparece no diálogo telefônico capturado pela polícia, Roriz descontou o cheque de 2,2 milhões de Nenê Constantino e, sabe-se agora, repassou pelo menos 1,2 milhão aos juízes subornados. Isso explica por que, na conversa grampeada, Roriz se recusa a receber o dinheiro em sua própria casa, num carro-forte, e explica que a partilha dos recursos envolve outras pessoas. “O dinheiro é de muita gente”, diz ele.

O caso que livrou Roriz da cassação foi julgado em 23 de outubro, mas começou no dia 19 de setembro, quando o Ministério Público o acusou de uso político da máquina pública do governo do Distrito Federal. Na época, Roriz deixara o cargo de governador para concorrer ao Senado, e a estatal de abastecimento de água, a Caesb, mudara em propagandas seu número de atendimento telefônico de 115 para 151 – número de Roriz nas urnas. O placar do julgamento no TRE estava em 3 a 2 contra Roriz. Um juiz pediu vistas e, dias depois, quando a sessão foi retomada, votou a favor de Roriz, cravando um empate em 3 a 3. Antes que o presidente do tribunal desse seu voto de Minerva, um dos juízes que votaram contra Roriz subitamente mudou de idéia. Com isso, Roriz livrou-se da cassação por 4 a 2. A virada no placar teria custado pelo menos 1,2 milhão de reais. Procurado por VEJA, o suplente Gim Argello confirmou o encontro com Roriz, mas disse que não faria comentários a respeito de pagamento de propina.

Na versão oficial de Roriz, a sobra de 1,9 milhão não virou propina para ninguém. Foi devolvida ao empresário Nenê Constantino. VEJA perguntou ao empresário o que ele fez com o 1,9 milhão de reais, mas o empresário não respondeu. Roriz, por sua vez, alega que os 300 000 reais foram usados para pagar uma bezerra, de 271 000 reais, e a sobra de 29 000 reais foi emprestada a Benjamin Roriz, seu primo, que estava com problemas de saúde na família. O problema de Roriz é que a nota fiscal que supostamente comprova o pagamento de 271.000 pela bezerra está crivada de mistérios. A nota foi emitida no dia 1º de março, o bicho foi entregue no dia 3 e o pagamento foi feito apenas no dia 14. Por que alguém entrega a mercadoria e a nota antes de receber o dinheiro? Além disso, a nota informa a venda de “04″ animais, mas na versão de Roriz foi apenas uma bezerra.

Mais: na nota consta o pagamento de 532.000 reais, mas Roriz diz que obteve um desconto de 50%. O vendedor confirma. “Ele chorou muito e eu dei o desconto de 50%”, diz o pecuarista Márcio Serva. Mas fica a pergunta: por que o vendedor faz uma nota com um valor superior ao real? Para pagar mais imposto? Márcio Serva não soube explicar. Por fim, a nota fiscal distribuída à imprensa vem com um cabeçalho de fax em que se lê a data de 30 de maio de 2005. Com base nessas informações, deduz-se que nessa data a nota foi enviada da empresa de Roriz para algum outro lugar – o que sugere que a nota, apresentada como sendo de agora, é muito mais antiga. Isso é fraude. Os assessores de Roriz dizem que o fax estava com defeito e informava data e hora incorretas. Apesar do acúmulo de inconsistências a respeito da nota fiscal, ainda assim não há evidência concreta de que o negócio de 271.000 reais não tenha sido feito. O que parece certo é que a parte do leão do dinheiro, o 1,9 milhão de reais restantes, não foi para as mãos do empresário Nenê Constantino, mas acabou azeitando o propinoduto de Roriz. Haverá mais lágrimas e mais retórica.

(Reportagem transcrita da VEJA, edição de 4/7/2007)

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