A troca de empurrões hoje na porta do plenario do Senado, antes do inicio da sessão para cassar ou absolver o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), deve alterar o resultado da votação secreta que sairá até o final da tarde, de acordo com senadores e analistas políticos ouvidos há instantes.
“Com mais de duas horas de reunião, já ficou menos provável a absolvição de Renan porque os senadores já têm a dimensão do estrago que haverá na imagem da casa se não houver o atendimento do clamor público pela cassação”, disse um deles, antes de entregar o celular na mesa diretora do plenario.
Já falaram vários senadores, a favor e contra Renan. A defesa mesmo só poderá ser feita ao final, antes da votação também secreta.
Lá dentro, o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC) lembrou que não podem falar ao celular e com isso alguns lenvataram e entregaram seus senadores.
Viana autorizou a entrada de 13 deptuados fedeais, seguindo uma orientação do STFque provocou tumulto e briga.
Vice-presidente do Senado, Tião Viana admitiu so 13 deputados e Gabeira tentou entrar com Jungmann, houve briga e o STF acatou outro pedido que liberou a entrada de todos os deputados.
Fernando Gabeira, cotado para ser o novo líder do Partido Verde na Câmara dos Deputados, não deu socos em ninguém, muito menos em seu amigo senador Tião Viana, como sairam em emissoras de rádio do país todo.
O que houve foi um tumulto, com empurra-empurra, e os seguranças se desentenderam com o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).
Ao se ver agredido pelo segurança, o deputado adotou posição de luta para enfrentar os seguranças orientados pela direoria amando de Calheiros.
“Isso terá que ser punido”, disse Jungman, que partiu para cima do segurança do Senado que o agrediu.
Caiu no chão - e Jungmann impediu por instantes que o segurança recuperasse - uma pistola de choque elétrico, que agora se sabe que estão usando no Congresso.
O vice-presidente Tião Viana informou pela assessoria que já mandou abrir investigação sobre a atitude dos seguranças e quem deu ordem para eles agirem contra deputados.
Eles tinham ordem para não deixar entrar ninguém além dos 81 senadores que estão lá dentro neste momento e da secretária-geral do Senado com sua assessora. Os microfones estão desligados.
Gabeira é amigo de Tião Viana há longa data, explicaram assessores do Partido Verde, e só adotou aquela atitude de abrir caminho à força no corredor formado pelos seguranças porque o Senado estava agindo de maneira ilegal ao vetar acesso de representantes da população, como são os deputados, no plenário dos representantes das unidades da federação, como é o Senado.
Com o gesto, Gabeira e Jungmann marcaram posição, sairam nos jornais da hora do almoço e tornaram-se símbolos da resistência parlametnar à pizza que se preparava no escurinho da sessão secreta com voto secreto.
Agora, se Renan for inocentado, os manifestantes que estão em volta do Congresso prometem dar trabalho daí em diante.
Quem está dando muito trabalho ao país é Renan Calheiros, desde que resolveu se meter com jornalista e não cumpriu a palavra.