Wednesday, September 12, 2007

Quarenta senadores absolvem Renan Calheiros

Renan Calheiros vai responder a mais três processos.

Ele acaba de ser absolvido por 40 senadores - incluindo o PT.

Houve 35 votos pela cassação e 6 abstenções - ou seja, ele não conseguirá presidir o Senado facilmente.

Nada indica que ele vá renunciar.

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Gabeira e Jungman liberam à força a sessão do Senado para entrada de deputados

12/09/2007 por João Arnolfo

A troca de empurrões hoje na porta do plenario do Senado, antes do inicio da sessão para cassar ou absolver o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), deve alterar o resultado da votação secreta que sairá até o final da tarde, de acordo com senadores e analistas políticos ouvidos há instantes.

“Com mais de duas horas de reunião, já ficou menos provável a absolvição de Renan porque os senadores já têm a dimensão do estrago que haverá na imagem da casa se não houver o atendimento do clamor público pela cassação”, disse um deles, antes de entregar o celular na mesa diretora do plenario. 

Já falaram vários senadores, a favor e contra Renan. A defesa mesmo só poderá ser feita ao final, antes da votação também secreta.

Lá dentro, o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC) lembrou que não podem falar ao celular e com isso alguns lenvataram e entregaram seus senadores.

Viana autorizou a entrada de 13 deptuados fedeais, seguindo uma orientação do STFque provocou tumulto e briga.

Vice-presidente do Senado,  Tião Viana admitiu so 13 deputados e Gabeira tentou entrar com Jungmann, houve briga e o STF acatou outro pedido que liberou a entrada de todos os deputados. 

Fernando Gabeira, cotado para ser o novo líder do Partido Verde na Câmara dos Deputados, não deu socos em ninguém, muito menos em seu amigo senador Tião Viana, como sairam em emissoras de rádio do país todo.

O que houve foi um tumulto, com empurra-empurra, e os seguranças se desentenderam com o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

Ao se ver agredido  pelo segurança, o deputado adotou posição de luta para enfrentar os seguranças orientados pela direoria amando de Calheiros.

“Isso terá que ser punido”, disse Jungman, que partiu para cima do segurança do Senado que o agrediu.

Caiu no chão - e Jungmann impediu por instantes que o segurança recuperasse - uma pistola de choque elétrico, que agora se sabe que estão usando no Congresso.

O vice-presidente Tião Viana informou pela assessoria que já mandou abrir investigação sobre a atitude dos seguranças e quem deu ordem para eles agirem contra deputados.

Eles tinham ordem para não deixar entrar ninguém além dos 81 senadores que estão lá dentro neste momento e da secretária-geral do Senado com sua assessora. Os microfones estão desligados.

Gabeira é amigo de Tião Viana há longa data, explicaram assessores do Partido Verde, e só adotou aquela atitude de abrir caminho à força no corredor formado pelos seguranças porque o Senado estava agindo de maneira ilegal ao vetar acesso de representantes da população, como são os deputados, no plenário dos representantes das unidades da federação, como é o Senado.

Com o gesto, Gabeira e Jungmann marcaram posição, sairam nos jornais da hora do almoço e tornaram-se símbolos da resistência parlametnar à pizza que se preparava no escurinho da sessão secreta com voto secreto.

Agora, se Renan for inocentado, os manifestantes que estão em volta do Congresso prometem dar trabalho daí em diante.

Quem está dando muito trabalho ao país é Renan Calheiros, desde que resolveu se meter com jornalista e não cumpriu a palavra.

 

Posted by Joao Arnolfo at 18:32:39 | Permalink | Comments (1) »

José Sarney pode presidir o Senado novamente se Renan renunciar ao cargo para tentar salvar mandato no plenário

O ex-presidente da República, José Sarney(PMDB-AP), pode ser eleito novamente para presidir o Senado e o Congresso, em substituição a Renan Calheiros (PMDB-AL), prestes a ser cassado em sessão do plenário do Senado marcada para amanhã (11).

Está em fase final um acordo pelo qual as partes  sairiam menos arranhadas:

* Renan já sabe que não tem mais a maioria dos votos no plenario (teria cerca de 30 fiéis) e só pode ser salvo se o PT resolver fechar questão em sua defesa - ou seja, Renan agora depende mais do que nunca do presidente Lula da Silva para ficar ou não na vida politica nacional pelos proximos oito anos.

* Ao Palácio do Planalto nunca interessou a derrubada de Renan, tocada com dificuldade pela oposição de esquerda (PSoL), centro (PSDB) e de direita (DEM), sem falar no PMDB Ético (Jeferson Peres, Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos etc).

* As acusações contra o ainda presidente precisam ser melhores qualificadas, o que será feito de qualquer jeito pelo Ministério Público, seja ele cassado ou não.

* Sem saída, Renan aceitou finalmente renunciar ao cargo de presidente da Mesa Diretora do Senado, em troca de receber apoio formal do PT para ganhar no plenário o arquivamento do pedido de cassação feito pelo conselho de ética com base nas acusações do PSoL.

*A sessão secreta facilita o acordo: se Renan renunciar até antes da sessão, será possivel reverter a situação - mas em troca todo mundo quer Renan longe da presidência do Senado, por motivos óbvios.

Se conseguir convencer o PT de que está falando sério, Renan ainda tem o problema principal: o PMDB ainda está dividido, como sempre, em torno de quem será o novo presidente do Senado: José Sarney ou Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)?

No inicio da noite, o placar em off no Congresso indicava maior peso para o ex-presidente Sarney, que já presidiu antes o Senado, com maestria.

Mas Renan ainda insiste: não faz parte do seu vocabulario a palava “renúncia”, disse há pouco.

Talvez ele pense melhor nas próximas horas.

 

Posted by Joao Arnolfo at 00:20:28 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, September 6, 2007

Faltam dez senadores indecisos: envie emails de protesto e ajude a cassar Renan Calheiros no plenario do Senado, quarta-feira, em sessão secreta com voto secreto

Monte sua propria lista de “guerrilha de midia” e comece a criar uma corrente do bem pela salvação da instituição republicana em que o poder é dividido entre executivo, judiciario e legislativo.

Se você não presssionar, no escurinho do Senado serão tentados a contrariar a midia… e poderão dar o troco no plenario, absolvendo Renan - e causando uma grave crise que resultaria na intervençaoo do Supremo.

Renan é acusado pelo conselho de ética  quebra do decoro parlamentar, por corrupção, ao não explicar a origem do dinheiro usado para a compra de fazendas e para o pagamento mensal, levado pelo lobista Sergio Gontijo, da pensão mensal  de R$ 12 mil à jornalista Mônica Veloso, com quem teve uma filha, hoje com 4 anos, fora do casamento. 

Renan foi denunciado por corrupção no relatório dos senadores Renato Casagrande  e Marisa Serrano  sob acusação não respondida de recebimento de dinheiro de empreiteiras (Mendes Jr, via Sergio Gontijo, na foto ao lado do nobre senador)…

… e outras empresas (cervejaria Schincariol, por exemplo) para comprar terras, gado e pagar pensão de 12 mil reais mensais à filha de 4 anos que teve fora do casamento, com a jornalista Verônica Veloso.

Como o senador nada explicou sobre as emendas a empreiteiras tocando grandes obras em Alagoas e muito menos sobre a origem desse dinheiro: muito acima de seus subsidios mensais da ordem de R$ 12 mil sem os adicionais de gabinte.

 Apesar do empenho de seu aliado Lula, Renan cometeu uma sucessão de erros, inclusive prdendo o momento certo pra renunciar.

Não restou outra alternativa senão aoressar a cassaçaão do presidente do Senado, deixando-o  inelegivel por oito anos.

Posted by Joao Arnolfo at 11:48:08 | Permalink | No Comments »

Wednesday, September 5, 2007

Campanha pela internet tenta pressionar o plenário a seguir o conselho de ética e cassar Renan

FORA!  

FORA RENAN!

FORA RENAN!FORA RENAN!

FORA RENAN!FORA RENAN!FORA RENAN!

FORA RENAN!

AVISE @S mailto:ecologica.via@gmail.com AGORA:

Hoje (5) o conselho de ética do Senado vota às 10h se pede ou não ao plenário a cassação de Renan Calheiros (PMDB-AL).

A Turma de Renan faz tudo agora para que

 ”a coisa”

 vá logo pro plenário, onde já fizeram acordos com a maioria dos senadores!

ATENÇÃO!

Muitos Senhores Senadores foram injustamente ameaçados pelos amigos de Renan e sofreram chantagem por causa das  mônicas, verônicas, mírians e seus amigos de gerentes de bancos e compadres lobistas de empreiteiras!

FAÇA SUA PARTE

ENVIE EMAILS DE PROTESTO O DIA INTEIRO

ATÉ RENAN SER CASSADO

 E PERDER OS DIREITOS POLITICOS POR OITO ANOS NO MINIMO,

POR RECEBER DINHEIRO DE EMPREITEIRA MENDES JUNIOR

E DA CERVEJARIA SCHINCARIOL,

ENTRE OUTRAS

FIRMAS

CAPITALISTAS

PODRES!

Faça sua mensagem do tipo:

FORA RENAN!

e

envie

para:

presidente@stf.gov.br

presidente@planalto.gov.br

presidente@camara.gov.br

presidente@senado.gov.br

ou

escolha os emails de sua preferencia em:

www.camara.gov.br

www.senado.gov.br

www.planalto.gov.br

www.stm.gov.br

se não der certo experimente reclamar com o papa

benedictus@vaticano.org

OU ENTÃO ESCREVA PRO CARA QUE MANDA NESSA PÔRRA TODA

georgewalkerbush@whitehouse.gov

Imperatorius et Domine

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annus domini 2012

Terra, Terraium

Solarium

+ 1 campanha de utilidade política da

ViaEcologica.Com

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Saturday, August 18, 2007

Veja do fim de semana diz que para Renan agora só falta a degola: quem será presidente do Senado?

Você já notou que nem damos mais notícia do desenrolar das investigações do delegado-senador Romeu Tuma (DEM-SP) na República das Alagoas?

Depois da onça morta cachorro mija em cima, dizia meu avô Arnolfo.

De maneiras que nem precisa mais dizer que Renan Calheiros é caso de coveiro há muito tempo, teve foi muita sorte de eclodir a crise financeira global neste momento.

Mas o conselho de ética vai denunciar o amigo de Fernando Collor e inimigo da Heloisa Helena, levando o plenário a cassá-lo já que não pode mais renunciar ao mandato - no máximo pode deixar o cargo de presidente do Senado (e do Congresso, onde Fernando Gabeira já disse que ele não põe o pé).

Há pouco o Blogão do Noblat, pioneiro do blogjornalismo no Brasil, já recebeu mais cedo do companheiro Patury, da Veja.

O Bloguinho do João aqui, ó, só recebeu depois que o sol raiou…

Mas vai lá, a Veja do fim de semana que você verá nas bancas daqui a pouco, mostrando o que será de Renan, o persistente:  

Caso Renan

Só falta a degola

Resultado da perícia feita pela Polícia Federal demole a defesa de Renan e mostra que ele mentiu e deu papéis falsos aos senadores

Por Otávio Cabral na VEJA deste fim de semana:

“A Polícia Federal encaminha ainda nesta semana ao Conselho de Ética os resultados da perícia feita nos documentos apresentados pelo senador Renan Calheiros. O material examinado demole o frágil mas alardeado álibi do senador, com o qual ele queria demonstrar ter os recursos financeiros necessários para pagar suas despesas pessoais sem ter de recorrer aos préstimos de um lobista de empreiteira. As conclusões da polícia são devastadoras para Renan. Os peritos concluíram que não há evidência de que os recursos para pagar a pensão alimentícia da filha do senador saíram das suas contas bancárias.

Aos olhos da polícia, a documentação apresentada fica aquém de comprovar a origem da fortuna de Renan Calheiros e não confirma sua alegada arrecadação de 1,9 milhão de reais com a venda de bois. Entre os papéis de defesa do senador, segundo a polícia, há notas fiscais frias, recibos falsos e comprovantes de transações com empresas fantasmas. A perícia era a única peça de convencimento que faltava para o conselho concluir o relatório final e pedir a cassação de Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar. Não falta mais nada.

Na semana passada, dois dos relatores do caso Renan Calheiros no Conselho de Ética, Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS), estiveram na sede da Polícia Federal, em Brasília. Reuniram-se reservadamente com Clênio Guimarães Belluco, diretor do Instituto Nacional de Criminalística, e com peritos que analisaram os documentos de Renan. Ouviram dos peritos que não há conexão entre as datas dos pagamentos de pensão feitos à jornalista Mônica Veloso, mãe da filha de Renan, e os saques na conta do senador. Ouviram que os documentos apresentados por Renan para justificar sua fortuna agropecuária não são idôneos, por envolver empresas e funcionários fantasmas e notas fiscais frias.

Ouviram finalmente que há dúvidas até se o presidente do Congresso foi realmente dono do milionário rebanho bovino que diz ter vendido a frigoríficos que não existem. Depois da reunião na Polícia Federal, um dos relatores resumiu assim o pensamento dele e dos colegas do Conselho de Ética: “Apresentar documentos falsos aos pares do Senado é uma clara quebra de decoro parlamentar. Usar um lobista para pagar despesas pessoais é uma clara quebra de decoro parlamentar. A única possibilidade é pedir a cassação de Renan”.

O laudo técnico confirma um relatório preliminar feito pela própria PF no fim de junho. Ele foi dividido em quatro partes. Na primeira, são apresentadas a estrutura do trabalho e as questões levantadas pela perícia. Na segunda, faz-se um histórico do primeiro laudo e detalha-se seu cruzamento com o segundo. Na terceira parte, listam-se os documentos analisados. Por fim, os peritos dão resposta técnica a cada uma das trinta perguntas feitas pelo Conselho de Ética sobre as negociações de gado do presidente do Senado. Dois terços das respostas são fatais para a defesa de Renan e envergonhariam qualquer cidadão honesto.

Depois de tomarem conhecimento das informações periciais, os senadores encarregados de determinar o futuro do processo em curso contra Renan descrevem como iminente o desenlace do caso. Até o senador Almeida Lima, do PMDB, terceiro relator do caso, nomeado com o claro propósito de garantir a absolvição de Renan, já aceita a tese da punição do aliado. Almeida Lima gostaria de circunscrever a punição a uma advertência, mas deve ser levado a aceitar o pedido de suspensão de mandato. O próprio senador já dá como certa a aprovação do relatório com o pedido de sua cassação na votação do Conselho de Ética. Renan aposta tudo agora na votação em plenário, em que o voto secreto permitiria a seus simpatizantes salvar-lhe o pescoço sem se expor ao escárnio público”.

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Monday, August 13, 2007

Renan atrapalhou a vinda de Al Gore ao Congresso para não prejudicar conterrâneo Collor

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está cada vez mais isolado pelo antigo aliado Lula mas há um movimento muito forte entre os senadores nordestinos para salvá-lo da cassação, pois todos estariam escondendo alguma coisa.

Agora ficou-se sabendo que Renan, nesta situação de cái não cái, vem atrapalhando muito mais do que as votações de matérias importantes no plenário do Senado: quando a crise eclodiu, ele deixou em cima da mesa uma pilha de coisas sem assinar.

Um exemplo: o pedido de convocação de sessão conjunta do Congresso Nacional, para debater políticas públicas emergenciais contra o aquecimento global, onde o principal convidado (já acertado à época) seria nada menos que o ex-vice presidente americano Al Gore, Oscar de melhor documentário deste ano.

Renan não assinou antes do caso com Mônica ganhar a dimensão de escândalo porque não queria contrariar seu “aliado tácito” em Alagoas, o ex-presidente derrubado por corrupção e atual senador Fernando Collor (PR-AL).

Ocorre que o oficio formal da Frente Parlamentar Ambientalista, com 300 integrantes, estava negociada com o escritório de Al Gore no Tennessee, em detrimento de outro convite semelhante para vir ao Brasil, anunciado pela imprensa por Collor mas que nunca chegou a ser conversado diretamente com Gore.

Não dá, tem que cahamar o Vizinho do Jefferson, mesmo! 

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Wednesday, August 1, 2007

PSol e Gabeira voltam à carga contra Renan exigindo investigação das relações com Schincariol

Com o apoio de outros parlamentares, como o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) entrou no final da tarde com nova representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Desta vez, pedem que sejam investigadas as relações da família Calheiros com a cervejaria Schincariol, conforme matéria publicada pela revista Veja, em 11 de julho, e ainda as denúncias a respeito de uma suposta apropriação ilegal de área rural em Murici (AL).

- É uma solicitação de abertura de procedimento investigatório para avaliar indícios relevantes de crime contra a administração pública, tráfico de influência, intermediação de interesse privado, exploração de prestígio e abuso das prerrogativas asseguradas aos parlamentares em várias áreas - disse à Agência Senado a presidente do PSOL, ex-senadora Heloísa Helena, que protocolou a representação na Secretaria Geral da Mesa. 

“Tivemos mesmo que recomeçar a carga contra o Renan, não teve outro jeito, não larga o osso” - lamentou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que trabalhou no recesso no acompanhamento do caso no Senado e na CPI do Apagão Aéreo.

Luciana Genro, Ivan Valente (PSoL),  Gabeira e outros “éticos” estiveram no analisando durante julho os aspectos regimentais e jurídicos da situação de Renan, preocupados com a ampliação da crise politica na retomada dos trabalhos legislativos se não houver uma definição clara sobre a cassação do presidente do Senado.

Na fila do conselho de ética, chamado pelos jornalistas de corredor da morte, já está o senador Gim Argello (PTB-DF), que teve a coragem de assumir um dia antes do recessso, claro, para tentar não chamar a atenção da mídia já está sob investigação do corregedor Romeu Tuma (DEM-SP).

Na Câmara,  o PSoL está pedindo a investigação da denúncia de que o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) teria recebido R$ 20 mil da construtora Gautama, do escândalo da Operação Navalha, da Polícia Federal.

Pode dar cassação também.

Hoje na volta do recesso, a Câmara promoveu sessão de homenagem a dois deputados que morreram no recesso de 15 dias (um deles no acidente de Congonhas, o outro de doença pulmonar).

Amanhã cedo começa a votar medidas provisórias, para variar. 

No Senado a pauta a pauta está trancada pela  Medida Provisória 366 - aquela pela qual o Governo Lula subdividiu o Ibama, para criar o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade.

Os funcionários do Ibama, contrários à divisão sem estudos, prometeram voltar à greve assim que o Senado voltasse a trabalhar. A matéria já foi aprovada na Câmara numa primeira votação, se fosse aprovada pelo Senado sem alterações iria direto par sanção presidencial. Se houver modificação, volta para a Câmara e Senado novamente.

Só que o Senado não consegue voltar a trabalhar de verdade mesmo tão cedo. Com o presidente da Casa acuado como está o senador Renan Calheiros, será praticamente impossível chegar a consenso para se colocar em pauta e votar a MP 366 -  a menos que o Governo corra o risco de perder no plenário, onde tem maioria mais folgada do que na Câmara.

Se e quando for destrancada a pauta, o Senado tem que tratar rapidamente de  matérias da área econômica como  a  questão da prorrogação da CPMF e a desvinculação das receitas da União (DRU),  essencial  para o controle das contas públicas e o equilibrio fiscal que mantém a inflação baixa.

Enfim, se não houver uma solução rápida a crise de Renan contaminará o Congresso e paralisará o governo.

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Congresso volta hoje com cassações à vista e sem cuidar do aquecimento global

Hoje sempre começa um novo dia, na cotidiano de gente cujas vidas pulsam ao ritmo do Congresso até o fim.

É que terminou o recessinho de julho - agora são só duas semaninhas e a guerra do dia-dia vai recomeçar: o que importa daqui uns dias será apenas a eleição de prefeito e vereador em outubro de 2008, os filiados que quiserem concorrer precisam ter seus nomes enviados aos TREs pelos diretórios até setembro, portanto.

Pouco mais de duzia e meia trabalharam quase normalmente, como Fernando Gabeira(PV-RJ), o bravo trio do PSoL , o companheiro Zequinha Sarney (ficou representando a bancada de 14 na comissão provisória durante o recesso) e dois ou três líderes destacados pela oposição do PSDB e DEM.

Daqui a pouco todos vão circular em busca de informação nos salões verdes, azuis e vermelhos.

Pautas politicas

*Na Câmara, vão destrancar a pauta votando talvez ainda hoje ou amanhã uma MP sem maiores conflitos e uma sequência de matérias (dotações, mais cargos DAS, etc) em torno das quais o presidente entendeu haver maior índice de consenso entre os 513 representantes. De modo que semana que vem entraria de novo no que sobrou da reforma politica: fidelidade, financiamento de campanha, federação de partidos (proibe coligações).

***O aquecimento global não existe para o Congresso: além do grande agito e alguns feitos da Frente Parlamentar Ambientalista, com mais de 300 parlamentares coordenados por Zequinha Sarney (PV-MA), não vai para o plenário nenhum dos projetos do “pacote verde” enviado em agosto pelo próprio Sarney Filho em nome da bancada verde, propondo politicas para setor público e privado para imediatamente começar a trabalhar para alcançar a redução das emissões de gases do efeito estufa que fazem o clima ficar maluco no planeta com a doença da mudança climática induzida pela revolução industrial do capitalismo.

*No Senado, tem que resolver a partir de hoje um acordo de cavalheiros para que a Casa não páre ainda mais devido à suspensão moral imposta ao presidente Renan Calheiros - será que ele terá condições de presidir votações importantes, sendo acusando de quebra de decoro que dará cassação quando setembro chegar? Seu inquerito no conselho de ética só volta a andar no final do mês quando PF entregar perícia confirmando que alguns documentos são totalmente frios.

***Gim Argello, a bola da vez no Senado, deve ser a novidade no conselho de ética hoje, já com pedido de invbestigação do PSoL contra o novissimo senador que assumiu na vaga de Joaquim Roriz (PMDB-DF), que renunciou para não ser casssado ao ser apanhado com a mão na botija de 2,2 milhões onde Gim teve participação, no rolo de dinheiro no escritorio de Nenem Constantino, que agora sabemos que no passado recebeu favores de Roriz no governao do DF, onde a hoje Gol antigamente só tinha uma centena de coletivos velhos.

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Thursday, July 26, 2007

Renan aparece na tv de Collor e diz que não é Severino Cavalcanti

Renan Calheiros e comitê de crise pensavam em aproveitar o recesso, o PAM (e até o desastre da TAM “ajudou”, no caso) para submergir e esperar a midia esquecer. 

Mas teve foi que providenciar uma ofensiva publicitária de emergência para responder à confirmação oficial da denúncia da Globo de que pelo 2 das firmas que ele aponta como compradoras de carne em Alagoas são de fachada, pelas novas perícias do próprio Senado em busca de dados para a Polícia Federal.

Carlos de Lanoy, garra de repórter novo, já tinha mostrado isso no Jornal Nacional mês passado - foi lá conferir e viu de perto como são falsos os bois de ouro do senador.

Aliás, Paulo Lacerda, da Federal, mandou avisar que no maximo em 10 dias “sai alguma coisa”, mas o prazo mesmo para responder ao pedido de nova perícia vai até 15 de agosto.

Ou seja: caso Renan só andará na segunda metade de agosto.

Ontem o senador  foi ao programa Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, repetidora da Rede Globo e controlada pelo senador Fernando Collor (PTB-AL).

Gustavo Krieger escreve hoje no Correio Braziliense que  Renan e Collor mantêm “boas relações políticas”.

Isso inclusive explica muita coisa que vinha acontecendo na Mesa do Senado ultimamente: ninguém conseguia explicar porque o presidente do Senado não atendia desde abril o pedido da Frente Ambientalista Parlamentar, com 300 deputados e senadores coordenados por Zequinha Sarney (PV-MA), para que fosse convocada sessão conjunta para ouvir o ex-quase futuro presidente americano Al Gore, no Congresso.

É que o convite da Frente atrapalhou outro que vinha sendo anunciado pelo recém eleito senador Fernando Collor, que achava que os marketeiros de Gore deixariam que ele viesse ao Brasil a seu convite, para aparecer ao lado da imagem negativa que o ex-presidente alagoano carrega (já reparou que ninguem gosta de sair em foto ao lado dele e de Maluf, por exemplo?).

“Deixa ele, ele já pagou seus crimes nestes oito anos de ostracismo”, tentou contemporizar o companheiro Zequinha, filho do ex-presidente José Sarney, tido até pouco tempo como aliado de Renan.

Collor voltou mais maduro, menos arrogante, mas além de uma plástica para o povão esquecer sua imagem seria bom fazer algo no plano, digamos, mágico- espiritual -  para tentar um dia  recuperar credibilidade fora de seu curral eleitoral, que parece ser o mesmo de Renan: o povo pobre e sem estudo do estado que os donos de engenho e usineiros da cana-de-açucar empobreceram social e ambientalmente desde os primeiros anos da chegada dos portugueses, cinco séculos atrás. 

Outro conflito de Renan com os verdes: ele vem acusando o golpe desferido por Fernando Gabeira (PV-RJ), que recentemente apareceu em pesquisa da Veja como o único deputado que integra uma roda de cinco ou seis parlamentares influentes que a população vê como realmente honestos e éticos (os outros todos são senadores).

E Gabeira prometeu ontem voltar à carga contra o presidente do Senado que “não quer largar o osso”, junto com seus amigos radicais do PSoL e aliados de ultima hora dos partidões de oposição (DEM e PSDB).

A versão de Renan: a crise no Senado seria artificial e Gabeira e o PSoL erram ao confundi-lo com o ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), que renunciou depois de ser acusado em plenário de corrupto por Fernando Gabeira, em cena histórica

“As pessoas pensaram que estavam diante de um fato consumado e de uma pessoa vulnerável, um novo ‘Severino’, mas erraram completamente. Em nome da minha dignidade vou resistir até a última hora” - promete o presidente que já não preside o Congresso mas acredita o contrário.

Enfim, o fantasma de Severino colou em Renan e não vai largá-lo enquanto ele não deixar pelo menos a cadeira de presidente do Senado.

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