Thursday, September 6, 2007

Faltam dez senadores indecisos: envie emails de protesto e ajude a cassar Renan Calheiros no plenario do Senado, quarta-feira, em sessão secreta com voto secreto

Monte sua propria lista de “guerrilha de midia” e comece a criar uma corrente do bem pela salvação da instituição republicana em que o poder é dividido entre executivo, judiciario e legislativo.

Se você não presssionar, no escurinho do Senado serão tentados a contrariar a midia… e poderão dar o troco no plenario, absolvendo Renan - e causando uma grave crise que resultaria na intervençaoo do Supremo.

Renan é acusado pelo conselho de ética  quebra do decoro parlamentar, por corrupção, ao não explicar a origem do dinheiro usado para a compra de fazendas e para o pagamento mensal, levado pelo lobista Sergio Gontijo, da pensão mensal  de R$ 12 mil à jornalista Mônica Veloso, com quem teve uma filha, hoje com 4 anos, fora do casamento. 

Renan foi denunciado por corrupção no relatório dos senadores Renato Casagrande  e Marisa Serrano  sob acusação não respondida de recebimento de dinheiro de empreiteiras (Mendes Jr, via Sergio Gontijo, na foto ao lado do nobre senador)…

… e outras empresas (cervejaria Schincariol, por exemplo) para comprar terras, gado e pagar pensão de 12 mil reais mensais à filha de 4 anos que teve fora do casamento, com a jornalista Verônica Veloso.

Como o senador nada explicou sobre as emendas a empreiteiras tocando grandes obras em Alagoas e muito menos sobre a origem desse dinheiro: muito acima de seus subsidios mensais da ordem de R$ 12 mil sem os adicionais de gabinte.

 Apesar do empenho de seu aliado Lula, Renan cometeu uma sucessão de erros, inclusive prdendo o momento certo pra renunciar.

Não restou outra alternativa senão aoressar a cassaçaão do presidente do Senado, deixando-o  inelegivel por oito anos.

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Wednesday, August 1, 2007

Congresso volta hoje com cassações à vista e sem cuidar do aquecimento global

Hoje sempre começa um novo dia, na cotidiano de gente cujas vidas pulsam ao ritmo do Congresso até o fim.

É que terminou o recessinho de julho - agora são só duas semaninhas e a guerra do dia-dia vai recomeçar: o que importa daqui uns dias será apenas a eleição de prefeito e vereador em outubro de 2008, os filiados que quiserem concorrer precisam ter seus nomes enviados aos TREs pelos diretórios até setembro, portanto.

Pouco mais de duzia e meia trabalharam quase normalmente, como Fernando Gabeira(PV-RJ), o bravo trio do PSoL , o companheiro Zequinha Sarney (ficou representando a bancada de 14 na comissão provisória durante o recesso) e dois ou três líderes destacados pela oposição do PSDB e DEM.

Daqui a pouco todos vão circular em busca de informação nos salões verdes, azuis e vermelhos.

Pautas politicas

*Na Câmara, vão destrancar a pauta votando talvez ainda hoje ou amanhã uma MP sem maiores conflitos e uma sequência de matérias (dotações, mais cargos DAS, etc) em torno das quais o presidente entendeu haver maior índice de consenso entre os 513 representantes. De modo que semana que vem entraria de novo no que sobrou da reforma politica: fidelidade, financiamento de campanha, federação de partidos (proibe coligações).

***O aquecimento global não existe para o Congresso: além do grande agito e alguns feitos da Frente Parlamentar Ambientalista, com mais de 300 parlamentares coordenados por Zequinha Sarney (PV-MA), não vai para o plenário nenhum dos projetos do “pacote verde” enviado em agosto pelo próprio Sarney Filho em nome da bancada verde, propondo politicas para setor público e privado para imediatamente começar a trabalhar para alcançar a redução das emissões de gases do efeito estufa que fazem o clima ficar maluco no planeta com a doença da mudança climática induzida pela revolução industrial do capitalismo.

*No Senado, tem que resolver a partir de hoje um acordo de cavalheiros para que a Casa não páre ainda mais devido à suspensão moral imposta ao presidente Renan Calheiros - será que ele terá condições de presidir votações importantes, sendo acusando de quebra de decoro que dará cassação quando setembro chegar? Seu inquerito no conselho de ética só volta a andar no final do mês quando PF entregar perícia confirmando que alguns documentos são totalmente frios.

***Gim Argello, a bola da vez no Senado, deve ser a novidade no conselho de ética hoje, já com pedido de invbestigação do PSoL contra o novissimo senador que assumiu na vaga de Joaquim Roriz (PMDB-DF), que renunciou para não ser casssado ao ser apanhado com a mão na botija de 2,2 milhões onde Gim teve participação, no rolo de dinheiro no escritorio de Nenem Constantino, que agora sabemos que no passado recebeu favores de Roriz no governao do DF, onde a hoje Gol antigamente só tinha uma centena de coletivos velhos.

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Saturday, July 7, 2007

Veja mostra como Renan Calheiros e familia ganham dinheiro na política das Alagoas

A  oligarquiazinha arrebanhada por Joaquim Roriz no sertão politico do centro-oeste está se desvanecendo - e poluindo o ambiente com gas metano de padridão em todas as áreas da vida na republiqueta do DF.

Mais grave é o que acontece com a oligarquia fertilizada por Renan Calheiros na republiqueta das Alagoas ( não confundir com o Estado de Alagoas ) - vai começar a esvair-se, mas vendendo fazendas superfaturadas é provável que consiga reinflar-se novamente por gerações.

A revista Veja que começou a ser enviada para os assinantes vips neste inicio de manhã traz coisas horrorosas sobre os negócios de Renan Calheiros e de seus familiares, deputados, prefeitos, primos e fantasmas.

Blogão do  Noblat  publicou mais cedo, recebeu às 6h da Veja.

Aqui, um bloguinho que mal saiu do aquário de ciberfocas, publica agora o release antecipado da Veja deste fim de semana:

Negócios milionários

Nos últimos anos, a fortuna de Renan Calheiros e de sua família não pára de crescer. Somenteuma transação com a cervejaria Schincariol rendeu 17 milhões de reais de lucro aos Calheiros, num negócio crivado de estranhezas  

Por Octavio Cabral

O senador Renan Calheiros já presidiu mais de dez sessões do Senado desde que veio a público a revelação de suas relações promíscuas com um lobista de empreiteira. Nenhuma delas, porém, foi tão devastadora quanto a sessão de terça-feira passada. Durante duas horas e cinqüenta minutos, dezessete senadores pediram a palavra – e quinze exortaram Renan Calheiros a se afastar da presidência do Senado. Os pedidos em série começaram depois que o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, informou que seu partido decidira pedir o afastamento de Calheiros, tornando-se assim o quarto partido no Senado a fazê-lo.

“A posição decidida pelo PSDB é sugerir, e desta vez olhando nos seus olhos, que se afaste da presidência do Senado até o momento final das investigações”, disse Arthur Virgílio, dirigindo-se a Renan Calheiros. Daí em diante, outros senadores, de sete partidos diferentes, engrossaram o coro. Sentado à cadeira de presidente, com o semblante constrangido mas simulando frieza, Calheiros falou duas vezes na sessão. Em ambas, disse que não arredaria pé do cargo e chegou a afirmar que não sabia nem do que era acusado.

“É de quebra de decoro”, gritou, do plenário, o senador Demostenes Torres, do DEM de Goiás. Rememorando: Calheiros é suspeito de pedir a Cláudio Gontijo, lobista da Mendes Júnior, para pagar a pensão e o aluguel da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de 3 anos. Para defender-se da suspeita, o senador apresentou um calhamaço de documentos dizendo que lucrara 1,9 milhão de reais nos últimos quatros anos. Com isso, queria provar que tinha dinheiro para pagar à jornalista. Os documentos, porém, eram inconsistentes e acabaram mostrando a excepcional evolução do seu patrimônio – estimado hoje em 10 milhões de reais.

A papelada revelou que o senador não tinha fazenda nem gado até 2002 e, nos últimos quatro anos, subitamente se mostrou um notável sucesso como pecuarista. Na semana passada, VEJA encontrou outro negócio no qual os Calheiros merecem medalha de ouro. Trata-se de uma fábrica de tubaína, construída em 2003, que, nas avaliações mais otimistas, vale menos de 10 milhões de reais. Em maio do ano passado, porém, os Calheiros conseguiram vendê-la à Schincariol, a segunda maior cervejaria do país, por 27 milhões de reais. Um negócio estupendo.

Em 2003, o deputado Olavo Calheiros, irmão do senador, resolveu abrir a Conny Indústria e Comércio de Sucos e Refrigerantes, em Murici, no interior de Alagoas, terra natal dos Calheiros. Ganhou, de graça, um terreno de 45.000 metros quadrados, avaliado em 750.000 reais. O doador foi a prefeitura de Murici, na época comandada por Remi Calheiros, irmão de Olavo e Renan. A prefeitura também deu à fábrica isenção por três anos no pagamento de água, insumo essencial para uma fábrica de refrigerantes.

Com terreno e água de graça, Olavo bateu à porta do Banco do Nordeste, o BNB, e conversou com o gerente José Expedito Neiva Santos, que fez gestões junto ao BNDES para conceder ao deputado um empréstimo de 6 milhões de reais, com vencimento em vinte anos. O gerente Expedito Santos aceitou, como garantia do empréstimo, a escritura de uma fazenda que o Ministério Público suspeita ser falsificada. Concluído o empréstimo, o gerente, por indicação de Renan Calheiros, foi promovido a superintendente estadual do BNB em Alagoas.

Com fábrica instalada, água e terreno de graça e dinheiro para pagar em duas décadas, a Conny, ainda assim, foi um completo fracasso. Três anos depois, só vendia refrigerantes na região de Murici. Tinha apenas 0,1% do mercado nordestino. Devia 150.000 reais em contas de luz, não pagava o empréstimo e já devia 9,9 milhões de reais ao BNDES. A situação era tão lamentável que a fábrica recorria contra dívidas irrisórias. Entrou com ação judicial para não pagar a anuidade de 1.600 reais ao Conselho Regional de Química.

Também foi à Justiça para não pagar 3.600 reais por ano de taxa de fiscalização ao Ibama, o órgão que cuida do meio ambiente. Sofria até ação de cobrança do Inmetro, que fiscaliza o padrão e a qualidade dos produtos no país. O Inmetro cobrava 900 reais da fábrica dos Calheiros. Com as contas no vermelho e prestes a fechar as portas, a fábrica conseguiu ser negociada por 27 milhões de reais. Olavo pagou as dívidas – e embolsou 17 milhões de reais, limpinhos, conforme a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, que autorizou o negócio.

Na época, a Schincariol explicou que comprara a fábrica para expandir sua presença no mercado nordestino. Pagou um preço exorbitante. Um especialista no setor ouvido por VEJA diz que se constrói uma fábrica semelhante à da Conny com 10 milhões de reais – menos da metade do que a Schincariol desembolsou. Em junho passado, a mesma Schincariol comprou a Indústria de Bebidas de Igarassu, no interior de Pernambuco, que fabrica a cerveja Nobel. A Igarassu é maior do que a fábrica dos Calheiros, tem 10% do mercado de Pernambuco e capacidade para produzir 5 milhões de litros por mês, contra 4,5 milhões da fábrica dos Calheiros.

Ainda assim, mesmo sendo maior e mais importante, a Igarassu saiu por 10 milhões de reais. Em janeiro passado, a cervejaria Baden Baden, de Campos do Jordão, no interior paulista, famosa por fabricar cerveja artesanal, também foi adquirida pela Schincariol. A Baden Baden faturava 5,5 milhões por ano e vinha aumentando sua participação no mercado de produtos sofisticados. Saiu por 30 milhões de reais, apenas um pouco a mais do que a Conny dos Calheiros. A pergunta que fica é: por que a Schincariol pagou tanto à família Calheiros?

As atividades do senador Renan Calheiros em Brasília podem ser uma pista. Depois que a fábrica em Murici foi vendida, o senador interessou-se pelas dificuldades da Schincariol em Brasília, já que, um ano antes, seus cinco dirigentes haviam sido presos pela Polícia Federal sob acusação de sonegação de 1 bilhão de reais. O senador esteve pelo menos três vezes no Ministério da Justiça para saber dos desdobramentos da Operação Cevada, que prendeu os donos da cervejaria. Também andou visitando a cúpula do INSS, que planejava executar dívidas previdenciárias de cerca de 100 milhões de reais da Schincariol.

As dívidas, como que por mistério, não foram executadas até hoje. Ou melhor: o INSS executou, sim, mas apenas uma dívida de 49.700 reais. Renan Calheiros andou, também, pela Receita Federal, onde chegou a falar sobre uma multa milionária que o órgão aplicaria à Schincariol. Sabe-se lá por quê, até hoje a empresa não sofreu multa milionária nem a cobrança do 1 bilhão de reais sob suspeita de sonegação. Melhor que isso: a Receita, em vez de manter a contabilidade da dívida centralizada, pulverizou-a pelos seis estados onde a Schincariol tinha fábrica na época. Isso complica e retarda uma cobrança de dívida.

Na semana passada, depois da sessão do Senado em que os parlamentares pediram o afastamento de Renan Calheiros, o Conselho de Ética voltou a trabalhar, escolhendo três relatores para o caso. Decidiram completar a perícia da Polícia Federal sobre a papelada dos negócios do senador e analisar a evolução do seu patrimônio. A venda da fábrica em Murici, formalmente, está fora da investigação porque foi um negócio do deputado Olavo Calheiros, e não do senador. No entanto, os negócios de ambos se entrecruzam o tempo todo. Um compra fazenda do outro. Um arrenda terras para o outro. O gado de um anda na fazenda do outro, e vice-versa.

Os dois também se revezam no Congresso quando se trata de despejar dinheiro na obra do Porto de Maceió, tocada pela empreiteira Mendes Júnior. Em 2001, 2002 e 2003, o deputado fez emendas para a Mendes Júnior. Nos anos seguintes, 2004 e 2005, foi a vez do senador. Sob esse aspecto, a modesta fábrica de tubaína em Murici que conseguiu ser negociada por 27 milhões de reais poderia despertar a atenção dos membros do Conselho de Ética. A suspeita que o negócio desperta é a seguinte: será que, além de usar o lobista da Mendes Júnior, o próprio senador Renan Calheiros se converteu num lobista da cervejaria Schincariol?

Ninguém sabe, mas há duas certezas na história. Uma delas é que a cervejaria tem apreço pela família Calheiros, tanto que foi a principal financiadora da campanha do deputado Olavo Calheiros e do seu outro irmão, o deputado Renildo Calheiros. Ambos receberam 200.000 reais da empresa. A outra certeza é que os irmãos atuam como líderes da bancada da cerveja, composta de 41 parlamentares que defendem os interesses do setor. A Schincariol diz que vai começar em breve a fabricar o suco Skinka em Murici, mas prefere não fazer nenhum comentário sobre sua relação com o senador Renan Calheiros e seus irmãos deputados. “

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Wednesday, June 27, 2007

Roriz quebrou o decoro parlamentar e será levado ao Conselho de Ética

A suspeita de corrupção contra o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que insiste em não renunciar, pode ser ofuscada pelo tamanho do escândalo que está pronto para ser servido na mídia: o caso do senador Joaquim Roriz, ex-governador do DF por três mandatos não consecutivos.

Como ex-delegado da Policia Federal, o senador Romeu Tuma (Dem-SP) foi claríssimo hoje:

-O caso dele (Roriz) é seim de quebra do decoro parlamentar, não há dúvida - disse Tuma.

Nunca se viu na história um diálogo tão claramente auto incriminatório como aqueles que as emissoras estão mostrando entre já senador Roriz e o presidente do Banco Regional de Brasilia, um dos únicos não privatizados na fase do ajuste da economia basileira há uma década.

Agora, quando começa a cair assim, todo mundo em volta dá uma mão e apressa o processo.

O próximo passo será o protocolo do pedido de abertrura de inquérito no Conselho de Ética contra Roriz, feito pelo PSoL, provavelmente na tarde de quinta ou sexta-feira.

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